11 anos após o crime da Vale em Mariana, atingidos cobram direitos e temem "apagamento"

Ato em frente à Embaixada do Reino Unido. Foto: Patricia Souza/MAB, via Brasil de Fato.
Em audiência na Assembleia de Minas na quarta-feira (4), atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, cobraram reparação e alertaram para o risco de uma "segunda forma de apagamento", nas palavras de Mônica dos Santos, da Comissão dos Atingidos de Bento Rodrigues. Ela pediu esclarecimentos sobre o descomissionamento do dique S4 e disse que a BHP Billiton não respondeu aos questionamentos dos moradores.
A Samarco afirma que os reassentamentos de Novo Bento Rodrigues e Paracatu estão concluídos, o que a Cáritas contesta. Acaiaca ainda não foi reconhecida como território atingido. Em setembro, o TRF-6 condenou a Samarco a multa penal superior a R$ 6 milhões e a dez anos sem contratos com o poder público; dois executivos receberam 8 anos e 9 meses em regime fechado, e Vale e BHP seguem absolvidas. A pesca profissional foi liberada na foz do Rio Doce em 26 de outubro, mas pesquisa da Ufes aponta chumbo acima do limite da Anvisa em um dos três peixes analisados, amostra pequena demais para conclusões gerais.
Fonte: Brasil de Fato.


