← Voltar à home
Base de conhecimento · Eleições 2026

Os números da eleição, para consultar.

Resultado oficial do 1º turno, o mapa estado por estado, a abstenção, a distância entre pesquisa e urna e o Congresso que saiu das urnas. O resumo de tudo o que aconteceu, com o 2º turno, está na pauta especial.

Resultado oficial · Eleições 2026

Primeiro turno: Flávio e Lula na frente.

O que saiu da urna em 4 de outubro para presidente: os doze candidatos, a votação de cada um e o comparecimento.

Mais votado · vai ao 2º turno
Flávio Bolsonaro PL
47,03%
56.104.503 votos
Segundo colocado · vai ao 2º turno
Lula PT
45,16%
53.879.538 votos
Todos os candidatos · % dos votos válidos
Flávio BolsonaroPL
47,03%
LulaPT
45,16%
Augusto CuryAvante
2,89%
Renan SantosMissão
2,24%
Ronaldo CaiadoPSD
2,18%
Romeu ZemaNovo
0,27%
SamaraUP
0,10%
Hertz DiasPSTU
0,04%
Clariana BarãoDC
0,03%
Edmilson CostaPCB
0,02%
Wilson GrassiDemocrata
0,01%
Rui Costa PimentaPCO
0,01%
Comparecimento
78,9%
125,3 mi de 158,7 mi eleitores
Abstenção
21,1%
33,5 mi — a maior desde 1998
Votos em branco
1,8%
2.300.798 votos
Votos nulos
2,9%
3.674.249 votos

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, totalização final de 5 de outubro de 2026, às 12h51, com 100% das seções apuradas. Percentuais sobre os votos válidos; brancos e nulos sobre o total de eleitores que compareceram.

Abstenção · 1º turno presidencial, % do eleitorado

A maior abstenção desde 1998.

Mais de 33 milhões de eleitores não foram às urnas em 4 de outubro. É a quinta alta seguida e a maior taxa em 28 anos. O quadro importa para o segundo turno: quem se ausenta tende a ser difícil de mobilizar em três semanas.

17,74%
2002
16,75%
2006
18,12%
2010
19,39%
2014
20,33%
2018
20,95%
2022
21,08%
2026
Possíveis motivos apontados por analistas
Desalento com a disputa
Para o cientista político Eduardo Grin (FGV), a eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro afasta quem esperava soluções para segurança, saúde e transporte. Com dois nomes de rejeição alta, sobra pouco estímulo a quem não se identifica com nenhum.
Custo de ir votar
Passagem, distância até o local de votação e falta de tempo pesam mais para quem tem menos renda, segundo Grin. Um relatório do projeto De Olho nas Eleições (Lemep/Uerj) lembra, porém, que a abstenção não é maior nas regiões mais pobres: o Nordeste teve 18,39%, contra 22,70% no Sudeste.
Envelhecimento do eleitorado
O voto é facultativo a partir dos 70 anos, e a parcela de idosos no eleitorado cresce a cada eleição.
Tendência de longo prazo
A taxa sobe a cada eleição presidencial desde 2006, quando foi de 16,75%. O salto de 2022 para 2026 é pequeno, de 0,13 ponto, mas mantém a trajetória.

Por estado: Mato Grosso do Sul teve a maior taxa (23,87%) e o Ceará a menor (15,52%). As causas acima são hipóteses de analistas, não conclusões do TSE. Fontes: TSE, via Gazeta do Povo e Poder360; relatório preliminar do De Olho nas Eleições (Lemep/Uerj).

Estado por estado

Como cada lugar votou.

Cada estado na cor de quem teve mais votos nele; quanto mais forte o tom, maior a vitória. Alterne entre estados e regiões e toque no mapa para ver os números.

BASEPEALAMPAMTROACAPRJRSSCPRSPMSGOMGESPICERRTOMARNPB
Flávio (PL) à frente
Lula (PT) à frente
tom mais forte = vitória mais ampla
Flávio Bolsonaro teve mais votos em 15 estados e Lula em 12. Toque num estado para ver os números.
Estados — maiores eleitorados

Fonte: dados do TSE (totalização final de 5 de outubro de 2026) compilados pelo HubPolítico. Percentuais sobre os votos válidos de cada estado; o recorte por região é a soma dos estados. No Amapá, Lula e Flávio Bolsonaro ficaram com 45,7% cada, com diferença de cerca de 200 votos. Votos no exterior não entram no mapa.

Análise · pesquisas, urna e abstenção

As pesquisas erraram onde havia mais gente em casa?

Dois mapas ao lado do resultado: a abstenção em cada estado e o quanto Lula ficou abaixo do que a pesquisa indicava. Depois, o teste de correlação entre os dois.

Abstenção · 1º turno
Quem ficou em casa
BASEPEALAMPAMTROACAPRJRSSCPRSPMSGOMGESPICERRTOMARNPB
Tom mais forte = mais abstenção. Vai de 15,5% a 23,9% do eleitorado. Toque num estado.
Pesquisa × urna
Onde Lula ficou abaixo da pesquisa
BASEPEALAMPAMTROACAPRJRSSCPRSPMSGOMGESPICERRTOMARNPB
Roxo: Lula abaixo da pesquisa (tom mais forte = queda maior). Verde: acima da pesquisa (AM, AP e PI). Os 27 estados têm pesquisa; toque para ver o instituto.
Local de votação · diferença entre os turnos
Onde a mudança de local de votação mais pesou

O painel oficial do TSE lista as seções que trocaram de local entre o 1º e o 2º turno: são 1.106 seções em 323 locais, com 321.382 eleitores a quem foi preciso avisar. Em número absoluto lidera PR, com 128 seções; em proporção, AP, onde 2,08% das seções mudaram.

BASEPEALAMPAMTROACAPRJRSSCPRSPMSGOMGESPICERRTOMARNPB
Tom mais forte = mais das seções do estado tiveram o local trocado. Contorno vermelho: os 5 estados com mais eleitores afetados. Toque num estado.
  1. 1AP2,08%
  2. 2SE1,15%
  3. 3PI0,84%
  4. 4TO0,82%
  5. 5PB0,81%
  6. 6AL0,66%
  7. 7AM0,56%
  8. 8AC0,54%
  9. 9PR0,47%
  10. 10PE0,42%
Principais estados · mais eleitores afetados

Como contamos: somamos as linhas do painel “Seções eleitorais alteradas no segundo turno” (TSE, Estatísticas eleitorais, Eleitorado da eleição, Capilaridade), com atualização de 18/10/2026 20:27. Cada linha traz o local inicial, o final, a seção e o eleitorado. O percentual usa o total de seções de cada estado nos dados abertos do TSE. O painel é atualizado e já mudou: em 18/10 as reportagens citavam 2.033 seções (11h27) e a extração das 15h27 tinha 1.396; às 20h27 eram 1.106. Outros números divulgados, como 4.352 seções (balanço do TSE de 16/10, que nomeava SP 982, MG 514, RJ 431 e BA 312) e 4.864 (relatório da coligação de Lula), não aparecem no painel, e o TSE não publicou o critério de nenhum deles. O painel não lista o Rio de Janeiro (o TRE-RJ falou em um local) nem exterior. Os totais podem mudar até a votação: confira sempre o seu local no e-Título. Fonte: TSE, Estatísticas eleitorais e dados abertos. Cálculo do PautaBR.

Abstenção × desvio da pesquisa, 27 UFs
40-4-816%18%20%22%24%abstenção no estadodesvio de Lula (p.p.)ACALAMAPBACEDFESGOMAMGMSMTPAPBPEPIPRRJRNRORRRSSCSESPTO
Há correlação?

Sim: há uma correlação moderada e negativa, no limite da significância estatística. Com todos os 27 estados, o coeficiente entre a abstenção e o desvio da pesquisa é de -0,37: quanto mais gente ficou em casa, mais Lula ficou abaixo do que a pesquisa indicava. Em média, cada ponto a mais de abstenção veio com 0,5 p.p. a mais de queda. A abstenção explica cerca de 14% da variação entre estados.

Por que ainda não é prova: o teste de permutação dá 5,5% de chance de acaso (o padrão é abaixo de 5%). E, ponderando pelo número de votos, o coeficiente cai para -0,14: o padrão aparece nos estados pequenos e médios, não nos grandes (SP e RJ têm abstenção alta, mas desvio pequeno).

O desvio médio foi de 3,5 p.p. contra Lula (de -8,3 em Goiás a +3,8 em Amazonas). GO, MT, RO, RS e MS combinam abstenção alta e grande queda; PE, com abstenção baixa, também ficou entre os maiores desvios.

Em agosto (Quaest/Globo, 18 estados) a correlação era praticamente zero. A diferença sugere que parte do desvio de agosto era mudança de voto na campanha, não abstenção.

Como foi feita a conta e o que ela não prova. Comparamos, em cada um dos 27 estados, a última pesquisa estadual de 1º turno com o resultado do TSE. Em 24 UFs é a rodada Quaest/Globo da 2ª quinzena de setembro (divulgada em 1º/10); Piauí (AtlasIntel, 23 a 28/9), Tocantins (AtlasIntel, 27/9 a 2/10) e Sergipe (Instituto França, 8 a 10/9) vêm de outros institutos, o que mistura metodologias. Para tirar o efeito de indecisos, brancos e nulos, usamos a fatia de Lula na soma de Lula e Flávio nas duas fontes: Lula ÷ (Lula + Flávio). A correlação mede associação entre estados, não causa: a abstenção costuma ser maior onde o voto era mais favorável a Flávio, e isso também pesa. Nas pesquisas nacionais da véspera (Datafolha, Quaest, AtlasIntel, PoderData, CNT/MDA e Gerp), todas subestimaram Flávio, em 1 a 5 pontos.
Em números reais
Cerca de 4,10 milhões de votos a menos para Lula do que as pesquisas indicavam

Aplicamos o desvio de cada estado ao total de votos de Lula e Flávio no estado e somamos. O resultado é a transferência de votos entre os dois: não são eleitores novos, é a diferença entre a fatia que a pesquisa previa e a que saiu da urna. Para comparar: Flávio terminou o 1º turno 2,23 milhões de votos à frente de Lula (56,10 milhões a 53,88 milhões). O desvio, portanto, é maior que a margem final.

4,10 mi
votos a menos que o previsto, soma dos 27 estados
2,61 mi
desse total vêm de 9 estados com abstenção de 21% ou mais (64%)
19,34 mi
de eleitores não compareceram nesses mesmos estados (de 33,47 mi no país)
Maiores diferenças em votos:
São Paulo · 0,69 miMinas Gerais · 0,63 miRio Grande do Sul · 0,41 miPernambuco · 0,38 miGoiás · 0,27 mi

Cautelas: os votos por estado são valores aproximados (arredondados); a transferência é soma zero, ou seja, o que Lula perde na fatia Flávio ganha; o cálculo não diz quem deixou de votar nem por quê. A parte atribuível à abstenção é uma hipótese compatível com os dados, não uma medição.

Fontes: Quaest/Globo (campo na 2ª quinzena de setembro, divulgação em 1/10/2026, compilada pela Band); AtlasIntel (PI e TO); Instituto França (SE), TSE (totalização final) e abstenção por UF do banco do PautaBR. Cálculo do PautaBR.

Congresso Nacional · Eleição 2026

As cadeiras antes e depois da urna.

A composição da Câmara e do Senado na legislatura atual e a que saiu da eleição de 4 de outubro. Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027. Alterne entre os dois momentos e toque num partido ou num campo político — esquerda, centro, direita — para ver quanto ele ganhou ou perdeu.

Câmara dos Deputados

513 cadeiras
513cadeirascomo era
Por campo político

1 cadeira fica fora dos três campos (Missão): sem posição na classificação usada.

Por partido

Resultado com 99,9% das urnas apuradas. A distribuição final das cadeiras pode mudar com a totalização do TSE.

Senado Federal

81 cadeiras
81cadeirascomo era
Por campo político

1 cadeira fica fora dos três campos (Sem partido): sem posição na classificação usada.

Por partido

Só 54 das 81 cadeiras estavam em disputa em 2026. Os outros 27 senadores têm mandato até 2031 — toque num partido em “Como fica” para ver quantos foram eleitos agora.

Como era: bancadas em exercício em 5 de outubro de 2026 (Dados Abertos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal). Como fica — Câmara: Secretaria-Geral da Mesa, com 99,9% das urnas apuradas; Senado: levantamento nominal do Congresso em Foco (27 senadores com mandato até 2031 e 54 eleitos em 2026). Trocas de partido até a posse podem alterar as bancadas. Campos políticos: classificação de Bolognesi, Ribeiro, Codato e Silva (Opinião Pública, 2026, rodada de 2022), a mesma da página dos cargos. As sete faixas do estudo foram agrupadas em três: esquerda (extrema esquerda e esquerda), centro (centro-esquerda, centro e centro-direita) e direita (direita e extrema direita).