Os números da eleição, para consultar.
Resultado oficial do 1º turno, o mapa estado por estado, a abstenção, a distância entre pesquisa e urna e o Congresso que saiu das urnas. O resumo de tudo o que aconteceu, com o 2º turno, está na pauta especial.
Primeiro turno: Flávio e Lula na frente.
O que saiu da urna em 4 de outubro para presidente: os doze candidatos, a votação de cada um e o comparecimento.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, totalização final de 5 de outubro de 2026, às 12h51, com 100% das seções apuradas. Percentuais sobre os votos válidos; brancos e nulos sobre o total de eleitores que compareceram.
A maior abstenção desde 1998.
Mais de 33 milhões de eleitores não foram às urnas em 4 de outubro. É a quinta alta seguida e a maior taxa em 28 anos. O quadro importa para o segundo turno: quem se ausenta tende a ser difícil de mobilizar em três semanas.
Por estado: Mato Grosso do Sul teve a maior taxa (23,87%) e o Ceará a menor (15,52%). As causas acima são hipóteses de analistas, não conclusões do TSE. Fontes: TSE, via Gazeta do Povo e Poder360; relatório preliminar do De Olho nas Eleições (Lemep/Uerj).
Como cada lugar votou.
Cada estado na cor de quem teve mais votos nele; quanto mais forte o tom, maior a vitória. Alterne entre estados e regiões e toque no mapa para ver os números.
Fonte: dados do TSE (totalização final de 5 de outubro de 2026) compilados pelo HubPolítico. Percentuais sobre os votos válidos de cada estado; o recorte por região é a soma dos estados. No Amapá, Lula e Flávio Bolsonaro ficaram com 45,7% cada, com diferença de cerca de 200 votos. Votos no exterior não entram no mapa.
As pesquisas erraram onde havia mais gente em casa?
Dois mapas ao lado do resultado: a abstenção em cada estado e o quanto Lula ficou abaixo do que a pesquisa indicava. Depois, o teste de correlação entre os dois.
O painel do TSE lista 1.106 seções com local diferente do primeiro turno, em 323 locais. Consulte o seu antes de sair de casa: a votação vai das 8h às 17h.
No portal, vá em Autoatendimento Eleitoral e depois Onde votar. O aplicativo oficial é do Tribunal Superior Eleitoral e é gratuito: desconfie de qualquer outro link ou cobrança.
O painel oficial do TSE lista as seções que trocaram de local entre o 1º e o 2º turno: são 1.106 seções em 323 locais, com 321.382 eleitores a quem foi preciso avisar. Em número absoluto lidera PR, com 128 seções; em proporção, AP, onde 2,08% das seções mudaram.
- 1AP2,08%
- 2SE1,15%
- 3PI0,84%
- 4TO0,82%
- 5PB0,81%
- 6AL0,66%
- 7AM0,56%
- 8AC0,54%
- 9PR0,47%
- 10PE0,42%
Como contamos: somamos as linhas do painel “Seções eleitorais alteradas no segundo turno” (TSE, Estatísticas eleitorais, Eleitorado da eleição, Capilaridade), com atualização de 18/10/2026 20:27. Cada linha traz o local inicial, o final, a seção e o eleitorado. O percentual usa o total de seções de cada estado nos dados abertos do TSE. O painel é atualizado e já mudou: em 18/10 as reportagens citavam 2.033 seções (11h27) e a extração das 15h27 tinha 1.396; às 20h27 eram 1.106. Outros números divulgados, como 4.352 seções (balanço do TSE de 16/10, que nomeava SP 982, MG 514, RJ 431 e BA 312) e 4.864 (relatório da coligação de Lula), não aparecem no painel, e o TSE não publicou o critério de nenhum deles. O painel não lista o Rio de Janeiro (o TRE-RJ falou em um local) nem exterior. Os totais podem mudar até a votação: confira sempre o seu local no e-Título. Fonte: TSE, Estatísticas eleitorais e dados abertos. Cálculo do PautaBR.
Sim: há uma correlação moderada e negativa, no limite da significância estatística. Com todos os 27 estados, o coeficiente entre a abstenção e o desvio da pesquisa é de -0,37: quanto mais gente ficou em casa, mais Lula ficou abaixo do que a pesquisa indicava. Em média, cada ponto a mais de abstenção veio com 0,5 p.p. a mais de queda. A abstenção explica cerca de 14% da variação entre estados.
Por que ainda não é prova: o teste de permutação dá 5,5% de chance de acaso (o padrão é abaixo de 5%). E, ponderando pelo número de votos, o coeficiente cai para -0,14: o padrão aparece nos estados pequenos e médios, não nos grandes (SP e RJ têm abstenção alta, mas desvio pequeno).
O desvio médio foi de 3,5 p.p. contra Lula (de -8,3 em Goiás a +3,8 em Amazonas). GO, MT, RO, RS e MS combinam abstenção alta e grande queda; PE, com abstenção baixa, também ficou entre os maiores desvios.
Em agosto (Quaest/Globo, 18 estados) a correlação era praticamente zero. A diferença sugere que parte do desvio de agosto era mudança de voto na campanha, não abstenção.
Aplicamos o desvio de cada estado ao total de votos de Lula e Flávio no estado e somamos. O resultado é a transferência de votos entre os dois: não são eleitores novos, é a diferença entre a fatia que a pesquisa previa e a que saiu da urna. Para comparar: Flávio terminou o 1º turno 2,23 milhões de votos à frente de Lula (56,10 milhões a 53,88 milhões). O desvio, portanto, é maior que a margem final.
Cautelas: os votos por estado são valores aproximados (arredondados); a transferência é soma zero, ou seja, o que Lula perde na fatia Flávio ganha; o cálculo não diz quem deixou de votar nem por quê. A parte atribuível à abstenção é uma hipótese compatível com os dados, não uma medição.
Fontes: Quaest/Globo (campo na 2ª quinzena de setembro, divulgação em 1/10/2026, compilada pela Band); AtlasIntel (PI e TO); Instituto França (SE), TSE (totalização final) e abstenção por UF do banco do PautaBR. Cálculo do PautaBR.
As cadeiras antes e depois da urna.
A composição da Câmara e do Senado na legislatura atual e a que saiu da eleição de 4 de outubro. Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027. Alterne entre os dois momentos e toque num partido ou num campo político — esquerda, centro, direita — para ver quanto ele ganhou ou perdeu.
Câmara dos Deputados
513 cadeiras1 cadeira fica fora dos três campos (Missão): sem posição na classificação usada.
Resultado com 99,9% das urnas apuradas. A distribuição final das cadeiras pode mudar com a totalização do TSE.
Senado Federal
81 cadeiras1 cadeira fica fora dos três campos (Sem partido): sem posição na classificação usada.
Só 54 das 81 cadeiras estavam em disputa em 2026. Os outros 27 senadores têm mandato até 2031 — toque num partido em “Como fica” para ver quantos foram eleitos agora.
Como era: bancadas em exercício em 5 de outubro de 2026 (Dados Abertos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal). Como fica — Câmara: Secretaria-Geral da Mesa, com 99,9% das urnas apuradas; Senado: levantamento nominal do Congresso em Foco (27 senadores com mandato até 2031 e 54 eleitos em 2026). Trocas de partido até a posse podem alterar as bancadas. Campos políticos: classificação de Bolognesi, Ribeiro, Codato e Silva (Opinião Pública, 2026, rodada de 2022), a mesma da página dos cargos. As sete faixas do estudo foram agrupadas em três: esquerda (extrema esquerda e esquerda), centro (centro-esquerda, centro e centro-direita) e direita (direita e extrema direita).