Gravura de Renato Freitas em meio corpo, de terno escuro, gravata vermelha e broche de estrela vermelha, com o punho erguido, e a Torre Panorâmica de Curitiba, araucárias e o horizonte da cidade ao entardecer ao fundo.
Pauta especial · Perfil · atualizada em 5 de novembro de 2026

Renato Freitas: da periferia de Curitiba à Câmara dos Deputados

Sete capítulos, de 1983 a 5 de novembro de 2026: a periferia de Curitiba, a UFPR e a Defensoria, as abordagens policiais, o protesto na Igreja do Rosário e a cassação suspensa pelo STF, o processo na Assembleia e os 115.227 votos para deputado federal. Cada fato leva a sua fonte e o selo do que é dado oficial, decisão, declaração dele ou versão de uma das partes.

0votos para vereador, 2020
0votos para deputado estadual, 2022
0votos para deputado federal, 2026
0número na urna, 2026
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Pauta especial · Perfil · 5 de novembro de 2026

Da periferia de Curitiba a deputado federal, com um processo de cassação parado no Supremo.

Renato Freitas é advogado popular e mestre em Direito pela UFPR. Foi vereador de Curitiba (2021 a 2022) e é deputado estadual desde 2023, nos dois cargos pelo PT. Em 2022 foi cassado pela Câmara de Curitiba por um protesto antirracista dentro de uma igreja, e o ministro Barroso suspendeu a cassação. Em 4 de outubro de 2026 foi eleito deputado federal com 115.227 votos, o nono mais votado do Paraná. Toma posse em 1º de fevereiro de 2027.

Atenção: ele ainda é deputado estadual até janeiro de 2027, e um processo de cassação desse mandato, aberto por uma briga de rua em novembro de 2025, está suspenso por decisão do TJ-PR, mantida pelo STJ e, em 6/7/2026, pelo ministro Fachin. Recomendação de comissão não é condenação.

Texto factual e sem juízo de valor. Fato é o que consta em dado oficial, decisão judicial ou reportagem identificada. Declaração dele é o que ele disse, e fica rotulada. Quando há dois lados, os dois estão registrados. Decisão liminar não é definitiva e ninguém é tratado como culpado sem condenação. Opinião vem rotulada e atribuída. Onde o PautaBR não achou o desfecho ou só achou uma fonte, o texto diz isso. A vida privada só entra quando já era pública.

  • Dado oficial
  • Decisão judicial (não definitiva)
  • Declaração dele
  • Versão de uma das partes
  • Fonte única
  • Pendente
Capítulo 01 · 1983–2003

O menino de Sorocaba e a periferia de Curitiba

Renato de Almeida Freitas Junior nasceu em Sorocaba, cresceu em bairros da região metropolitana de Curitiba, criado pela mãe, e perdeu o pai e o irmão mais velho assassinados. O que o politizou, diz ele, foi o rap.

  1. 12/12/1983
    Dado oficial

    Nasce em Sorocaba, interior de São Paulo

    A data de nascimento consta no registro de candidatura no TSE (Renato de Almeida Freitas Junior) e a cidade, no perfil oficial da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele cresceu na região metropolitana de Curitiba.

    Fonte: TSE, resultados de 2026 (Deputado Federal, PR); Alep, perfil oficial do deputado

  2. Infância e adolescência
    Declaração dele

    Uma mãe vinda da Paraíba e uma sucessão de bairros periféricos

    A mãe migrou da Paraíba, e a família morou em bairros como Almirante Tamandaré, Piraquara, Pinhais, Colombo e Cachoeira, em Curitiba. Ele largou a escola para trabalhar. A Marco Zero resume que foi criado pela mãe, numa periferia da região metropolitana, e que a infância foi marcada pela falta de direitos básicos, como alimentação e moradia digna.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020; Marco Zero, entrevista de 11/11/2024

  3. Datas não confirmadas
    Fonte única

    O pai assassinado

    A Marco Zero relata, na apresentação da entrevista, que o pai e um irmão dele foram assassinados. O PautaBR não achou, em fonte primária, a data nem as circunstâncias da morte do pai, e por isso não as informa.

    Fonte: Marco Zero, entrevista de 11/11/2024

  4. 2007
    Declaração dele

    O irmão João é morto num assalto

    O irmão mais velho, João, foi assassinado durante um assalto no bairro Tatuquara, em Curitiba.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020

  5. Adolescência
    Declaração dele

    O rap

    Ele atribui ao rap a politização e a desenvoltura de fala: disse à Tribuna do Paraná, em 2020, que o rap foi “um fator determinante” para a politização dele, e à Marco Zero, em 2024, que ele “salvou” a sua vida.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020; Marco Zero, entrevista de 11/11/2024

Nas palavras de Renato
“O rap salvou a minha vida e também me deu capacidade de articulação verbal, oral”
Renato Freitas, 11/11/2024. Entrevista à Marco Zero, republicada pelo IHU em 13/11/2024. Na mesma conversa disse: “Se você não conseguir explicar sua ideia de forma simples e rápida, é porque tem um problema muito grave”. Fonte: Marco Zero →
Capítulo 02 · 2003–2017

UFPR, Defensoria e advocacia popular

Entrou em Ciências Sociais na UFPR em 2003 e saiu; entrou em Direito pelas cotas raciais e se formou em 2012; foi assessor jurídico da Defensoria Pública e, desde 2015, advogado popular, professor e mestre em Direito. Na política, passou por PT, PSOL e voltou ao PT.

  1. 2003–2006

    Ciências Sociais, sem concluir

    Entrou no curso de Ciências Sociais da UFPR em 2003 e o abandonou em 2006, segundo a Tribuna do Paraná.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020

  2. 2012

    Formado em Direito pelas cotas raciais

    Ingressou no curso de Direito da UFPR pelo sistema de cotas raciais e se formou em 2012, de acordo com a mesma reportagem. A Alep o descreve como graduado e mestre em Direito pela UFPR, com pesquisa em Direito Penal, Criminologia e Sociologia da Violência.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020; Alep, perfil oficial do deputado

  3. Até 2015

    Assessor jurídico da Defensoria Pública

    Trabalhou no Ministério Público do Trabalho e na Defensoria Pública do Paraná, onde foi assessor jurídico, e deixou o cargo em 2015 para atuar como advogado popular. A Alep acrescenta que também foi professor universitário.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020; Alep, perfil oficial do deputado

  4. Mestrado
    Fonte única

    “Prisões e quebradas: o campo em evidência”

    A dissertação de mestrado em Direito tem esse título. O ano de defesa não foi conferido em fonte primária pelo PautaBR.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020

  5. 2016 e 2018

    PT, PSOL, PT de novo, e as primeiras urnas

    Filiou-se ao PT, passou ao PSOL e voltou ao PT. Em 2016 concorreu a vereador de Curitiba pelo PSOL, com 3.455 votos. Em 2018 concorreu a deputado estadual pelo PT, com 15.663 votos. Nas duas vezes não se elegeu.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020

Nas palavras de Renato
“Sofri violência física, violência psicológica e ameaças, inclusive de morte”
Renato Freitas, 4/12/2020. À Tribuna do Paraná, semanas antes de tomar posse como vereador, ao relatar a violência que diz ter sofrido, incluindo os tiros de borracha de 2018. Fonte: Tribuna do Paraná →
Capítulo 03 · 2018–2021

O vereador, as abordagens e as prisões

Eleito vereador em 2020 com 5.097 votos, Renato Freitas passou a protagonizar episódios com a polícia e com colegas: uma pichação, duas detenções em 2021 e uma farpa à bancada evangélica. Em cada um deles há duas versões, e as duas estão registradas aqui.

  1. 9/9/2018
    Versão de uma das partes

    Dois tiros de borracha na Praça do Gaúcho

    Candidato a deputado estadual, ele disse que foi atingido por dois tiros de borracha da Guarda Municipal durante uma panfletagem na região da Praça do Gaúcho, e disse, em transmissão ao vivo, que fora baleado à queima-roupa. A Guarda disse, em nota, que foi chamada por moradores e usou munição de menor potencial ofensivo para conter um grupo. As duas versões divergem sobre o que ocorreu.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 9/9/2018; Tribuna do Paraná, 4/12/2020

    Gravura noturna de uma praça de Curitiba: um jovem de camiseta vermelha com panfletos recua com a mão no abdômen, enquanto um guarda municipal de uniforme azul-marinho avança com um lança-munição não letal e pessoas ao fundo filmam.
    Ilustração do relato de 9/9/2018. A cena é reconstituída a partir das duas versões; o que de fato ocorreu não foi esclarecido em decisão judicial achada pelo PautaBR.
  2. 15/11/2020

    Eleito com 5.097 votos

    Foi eleito vereador de Curitiba pelo PT com 5.097 votos, a terceira cadeira do partido na Câmara Municipal, e tomou posse em 1º de janeiro de 2021.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 4/12/2020

  3. Nov. de 2020

    A pichação no Carrefour

    Logo depois da eleição, num protesto de cerca de 200 pessoas contra a morte de João Alberto Silveira Freitas, no Carrefour de Porto Alegre, foi flagrado pichando a palavra “racistas” no toldo de uma loja do bairro Parolin, em Curitiba. Em julho de 2024 foi condenado em primeira instância por isso (ver capítulo 05).

    Fonte: Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções; Tribuna do Paraná, 4/12/2020; Brasil de Fato, 25/7/2024

  4. Abr. de 2021

    “Pastores trambiqueiros”

    Durante uma sessão transmitida ao vivo, escreveu no chat do YouTube que a bancada evangélica era formada por “pastores trambiqueiros”. Colegas pediram a cassação, e o processo por quebra de decoro e intolerância religiosa foi arquivado em outubro de 2021. A versão dele não consta na reportagem.

    Fonte: Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções

  5. 4/6/2021
    Versão de uma das partes

    Detido na Praça 29 de Março, no meio de uma partida de basquete

    A Polícia Militar disse ter recebido denúncia anônima de perturbação de sossego, que um jovem se recusou a baixar o volume de uma caixa de som e que o vereador usou a força para tomar o equipamento de um policial. A assessoria dele disse que a prisão ocorreu “durante um momento de prática esportiva” e que ele questionou uma abordagem que considerou inadequada; em vídeo, acusou os policiais de arbitrariedade e racismo. Ele foi levado ao batalhão e liberado depois de um termo circunstanciado. A OAB-PR considerou a resposta policial excessiva.

    Fonte: Gazeta do Povo, 4/6/2021; Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções

    Gravura de uma quadra de basquete de rua numa praça de Curitiba ao pôr do sol: jovens com a bola, uma caixa de som no chão, dois policiais militares de farda bege, um deles apanhando a caixa de som, uma viatura amarela e branca e o vereador de camiseta preta erguendo a palma da mão.
    Ilustração da cena descrita nas duas versões de 4/6/2021 (a viatura segue o modelo real da PM-PR). O desfecho do termo circunstanciado não foi achado pelo PautaBR.
  6. 23/7/2021
    Versão de uma das partes

    Detido pela Guarda Municipal num protesto contra Bolsonaro

    Na Praça Rui Barbosa, durante um ato contra o presidente Jair Bolsonaro, um homem acusou o vereador e outra pessoa de terem-no agredido. Segundo o boletim da Polícia Civil, Freitas foi preso por lesão corporal, desobediência e resistência, e ficou cerca de três horas na Central de Flagrantes. Ele disse que reagiu a quem tentou agarrar o megafone, que era a vítima e que o ato cumpria todos os requisitos legais. A OAB-PR repudiou o “emprego abusivo e injustificado de força”.

    Fonte: Tribuna do Paraná, 24/7/2021; Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções

Nas palavras de Polícia
“Os procedimentos aplicados na ocorrência pelos policiais seguiram as técnicas da Polícia Militar e respeitaram os direitos humanos.”
Polícia Militar do Paraná, 4/6/2021. Nota da PM sobre a detenção do vereador na Praça 29 de Março. Fala do outro lado do conflito; a nota diz ainda que a abordagem e a identificação são previstas em lei. Fonte: Gazeta do Povo →
Capítulo 04 · 2022

O protesto na igreja, a cassação e o STF

Um ato antirracista que terminou dentro da Igreja do Rosário dos Homens Pretos levou à primeira cassação de mandato da história da Câmara de Curitiba, e o ministro Luís Roberto Barroso a suspendeu. Em seguida Renato Freitas foi eleito deputado estadual com 57.880 votos.

  1. 5/2/2022
    Versão de uma das partes

    O ato pelas mortes de Moïse Kabagambe e de Durval Teófilo

    Ele participou de um ato antirracista na região do Largo da Ordem, organizado após as mortes de Moïse Kabagambe e de Durval Teófilo Filho. O protesto entrou na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, e Freitas falou perto do altar. O que se discute é o momento: a igreja diz que a celebração foi interrompida, e ele diz que o grupo entrou quando a missa já tinha acabado.

    Fonte: Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções; Lex, 26/9/2022 (decisão do ministro Barroso, Rcl 55.948)

  2. Fev. a mar. de 2022

    A Arquidiocese critica, e depois pede que não se casse o vereador

    A Arquidiocese de Curitiba registrou queixa e criticou a conduta. Em março, enviou carta aos vereadores pedindo que a Câmara não cassasse o mandato. Três vereadores, por sua vez, pediram a cassação, e o PT disse que a ação não era do partido. A conduta pode ser enquadrada no art. 208 do Código Penal (ultraje a culto); o PautaBR não achou ação penal sobre o caso.

    Fonte: Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções; IHU/Unisinos, 29/3/2022

  3. Jun. a ago. de 2022

    A Câmara cassa, a Justiça suspende, a Câmara cassa de novo

    A Câmara aprovou a cassação por quebra de decoro em junho, e o Tribunal de Justiça suspendeu as sessões em julho por vício de procedimento. Em agosto, os vereadores votaram de novo: em 4/8 o primeiro turno confirmou a cassação por 23 votos a 7, com uma abstenção, e no dia seguinte houve o segundo turno. A defesa disse que recorreria.

    Fonte: Brasil de Fato, 4/8/2022; Gazeta do Povo, “Câmara vota novamente pela cassação”

    Gravura do plenário de uma câmara municipal durante uma votação de cassação: o homem de terno escuro e gravata vermelha sentado sozinho numa bancada com uma pasta, vereadores levantando a mão ao redor e um painel de votação ao fundo.
    Ilustração simbólica da votação de agosto de 2022; os vereadores e o painel são genéricos.
  4. 23/9/2022
    Decisão judicial (não definitiva)

    Barroso suspende a cassação

    Numa liminar na Reclamação 55.948, o ministro Luís Roberto Barroso restabeleceu o mandato e suspendeu decisões do TJ-PR que a mantinham. Ele considerou que o rito federal limita o processo a 90 dias corridos, que o processo ignorou garantias legais e que o protesto “pacífico em favor de vidas negras” motivou “a primeira cassação de mandato na história da Câmara Municipal de Curitiba”. O Legislativo municipal recorreu, e o mérito do recurso não foi achado pelo PautaBR.

    Fonte: Lex, 26/9/2022 (decisão do ministro Barroso, Rcl 55.948)

    Gravura simbólica da fachada do Supremo Tribunal Federal ao entardecer, com uma balança da justiça de bronze, uma pilha de processos amarrada com fita e um martelo de juiz em primeiro plano.
    Ilustração simbólica; não mostra ministros nem pessoas reais.
  5. 2/10/2022

    Eleito deputado estadual com 57.880 votos

    Já com o mandato de vereador restabelecido pela liminar, ele se elegeu deputado estadual pelo PT, com 57.880 votos. Ao Brasil de Fato prometeu “combater os coronéis que comandam o Paraná”, segundo o título da reportagem, e disse que “a liderança tem que vir da base”.

    Fonte: Brasil de Fato, 6/10/2022; Alep, perfil oficial do deputado

Nas palavras de Luís
“Em respeito ao voto popular, tal punição deve resultar de procedimento que observe com rigor as exigências legais”
Luís Roberto Barroso, 23/9/2022. Na liminar da Reclamação 55.948, ao restabelecer o mandato de vereador. Ele escreveu ainda que o protesto pacífico dentro da igreja “motivou a primeira cassação de mandato na história da Câmara Municipal de Curitiba”. Fonte: Lex →
Capítulo 05 · 2023–2025

Na Assembleia: igualdade racial e confronto com a polícia

Em 2023 tomou posse na Assembleia Legislativa, assumiu a primeira comissão permanente de igualdade racial da Casa e discursou duramente contra a Polícia Militar, o que gerou uma representação do secretário de Segurança. Em 2024 foi condenado em primeira instância pela pichação de 2020.

  1. 1º/2/2023
    Fonte única

    Posse como deputado estadual

    Tomou posse na 20ª legislatura da Assembleia Legislativa do Paraná, pelo PT. A data vem da Wikipédia e das fotos oficiais das sessões de fevereiro de 2023; o perfil da Alep não a informa.

    Fonte: Wikipédia (en) e fotos da Alep de 6/2/2023

  2. 1º/3/2023

    Preside a primeira Comissão de Igualdade Racial da Assembleia

    A Assembleia criou a primeira comissão permanente dedicada à igualdade racial, e ele assumiu a presidência, segundo a legenda das fotos oficiais da instalação publicadas pela própria Casa.

    Fonte: Alep, fotos da instalação da comissão (Wikimedia Commons)

  3. 7 e 8/3/2023
    Versão de uma das partes

    O discurso sobre a PM e a representação do secretário

    Numa sessão, ele comentou dados do Ministério Público sobre mortes em confrontos com a polícia e, segundo a representação, falou em “policiais covardes, assassinos, serviçais do mal”. O secretário de Segurança Pública, coronel Hudson Teixeira, pediu à Mesa da Casa providências por quebra do dever parlamentar. Freitas respondeu que só lembrou casos conhecidos de violência policial, e o PT disse que ele foi duro, mas dentro da imunidade. O PautaBR não achou o desfecho dessa representação.

    Fonte: Brasil de Fato, 9/3/2023; Band B, 2023

  4. Jul. de 2024
    Decisão judicial (não definitiva)

    Condenado em primeira instância pela pichação de 2020

    Um juiz do Paraná o condenou a três meses de detenção, em ação do Ministério Público, por pichar a mureta do estacionamento do Carrefour no Parolin em novembro de 2020. A assessoria disse que o julgamento ocorreu “sem que ele fosse ouvido”, chamou a ação de perseguição política e anunciou recurso. O PautaBR não achou o desfecho do recurso.

    Fonte: Brasil de Fato, 25/7/2024

Nas palavras de Renato
“Favelas são os novos quilombos, prisões são as novas senzalas.”
Renato Freitas, 6/10/2022. Ao Brasil de Fato, depois de eleito deputado estadual, sobre a polícia no Paraná, que ele chamou de “tão ignorante, tão letal, tão discriminatória”. Disse também que um grande problema da política paranaense é “a concentração de poder na mão de uma aristocracia centenária”. Fonte: Brasil de Fato →
Cinco eleições

De 3.455 votos para vereador a 115.227 para deputado federal.

Os votos dele em cada disputa, de 2016 a 2026. Os cargos são diferentes, por isso a comparação é de grandeza.

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  • 2016Vereador de CuritibaPSOL · não eleito
  • 2018Deputado estadualPT · não eleito
  • 2020Vereador de CuritibaPT · eleito
  • 2022Deputado estadualPT · eleito
  • 2026Deputado federalPT · eleito

Os cargos mudam (vereador, deputado estadual e federal) e o eleitorado também; por isso a comparação é de grandeza. De 2022 para 2026, a votação dele foi 2,0 vez a anterior. Fontes: Tribuna do Paraná (2016, 2018 e 2020), Brasil de Fato (2022) e TSE (2026).

Capítulo 06 · nov. 2025–nov. 2026

A briga de rua e o processo de cassação na Assembleia

Uma briga com um manobrista no Centro de Curitiba, em novembro de 2025, virou um processo de cassação na Assembleia. O Conselho de Ética e a CCJ recomendaram a perda do mandato; a Justiça suspendeu a votação, e o caso está parado no Supremo.

  1. 19/11/2025
    Versão de uma das partes

    A briga na Rua Vicente Machado

    Num vídeo que viralizou, o deputado e um manobrista trocam chutes e socos no Centro. Freitas diz que o manobrista jogou o carro contra ele e uma amiga “para dar um choque”, o chamou de “vereador do Psol” e, em seguida, o provocou; diz que reagiu ao ser agredido e que teve o nariz quebrado. Ele atribui o caso a racismo. O PautaBR não achou, em reportagem identificada, a versão direta do manobrista; o que existe é o que consta nos vídeos e na defesa do deputado.

    Fonte: Congresso em Foco, 20/11/2025; Poder360, 20/11/2025; DGABC, 6/7/2026

  2. 11/5/2026
    Versão de uma das partes

    O Conselho de Ética recomenda a cassação

    O relator, Márcio Pacheco (Republicanos), propôs a perda do mandato por quebra de decoro. Só o deputado Doutor Antenor (PT) votou contra, e propôs penas mais brandas. O Conselho também suspendeu por 30 dias as prerrogativas dele em duas outras ações, uma por participar de um protesto contra um supermercado e outra por discutir com o relator e um assessor. Freitas chamou o caso de perseguição política sistemática.

    Fonte: CartaCapital, 12/5/2026; Alep, linha do tempo do processo (maio a junho de 2026)

  3. 2/6/2026

    A CCJ confirma, e a votação é marcada para 16 de junho

    A Comissão de Constituição e Justiça confirmou o parecer pela cassação, com votos contrários de Arilson Chiorato e Ana Júlia, do PT. O projeto de resolução foi lido em plenário em 8 de junho, com votação prevista para o dia 16, e a Folha de Curitiba apontou que a perda do mandato poderia custar cadeiras à federação.

    Fonte: Alep, linha do tempo do processo (maio a junho de 2026); Folha de Curitiba, 3/6/2026

  4. 12/6/2026
    Decisão judicial (não definitiva)

    O TJ-PR suspende o processo

    A defesa questionou nulidades no processo, como prazos regimentais, suspeição do relator e cerceamento de defesa. O desembargador Rogério Kanayama, que antes tinha negado a liminar, a concedeu e suspendeu o processo disciplinar até o julgamento da ação.

    Fonte: Band Paraná, 17/6/2026

  5. 17/6/2026
    Decisão judicial (não definitiva)

    O STJ não conhece o pedido da Assembleia

    O presidente do STJ, Herman Benjamin, não conheceu o pedido da Assembleia para derrubar a liminar. A Casa disse que levaria o caso ao Supremo.

    Fonte: Band Paraná, 17/6/2026; Alep, linha do tempo do processo (maio a junho de 2026)

  6. 6/7/2026
    Decisão judicial (não definitiva)

    Fachin mantém a votação suspensa

    O ministro Edson Fachin, do STF, negou o recurso da Assembleia e manteve suspensa a votação da cassação. A decisão é individual e depende do plenário do STF; a Alep disse que respeita a decisão, mas recorreria ao pleno, e que a Procuradoria-Geral da República apoiou o recurso dela. O caso corre em segredo de justiça. A Alep recorreu ao pleno em 9/7, e a análise não tinha data; o PautaBR não achou notícia posterior até 5/11.

    Fonte: DGABC, 6/7/2026; Gazeta do Paraná, 9/7/2026

  7. 30/7/2026
    Declaração dele

    “Curitiba é uma cidade racista”

    Ao Brasil de Fato, ele disse ver perseguição desde o início do mandato, sobretudo da Polícia Militar, e declarou ter medo de “não ver minhas filhas crescerem”. Passou a integrar um grupo que se intitula “esquerda radical”.

    Fonte: Brasil de Fato, entrevista de 30/7/2026

Nas palavras de Renato
“Ele bateu comigo de peito a peito, tentou me dar um soco, e daí a briga começou.”
Renato Freitas, 20/11/2025. Ao Congresso em Foco, sobre a briga com o manobrista no dia anterior. Acrescentou: “Eu dei uns chutes nele, ele me deu um soco — esse que quebrou meu nariz”. Esta é a versão dele; a do manobrista não consta nas reportagens consultadas. Fonte: Congresso em Foco →
Capítulo 07 · 2026

Eleito deputado federal: 115.227 votos

Em 4 de outubro de 2026, com 115.227 votos, Renato Freitas foi eleito deputado federal pelo Paraná: o nono mais votado do estado e o primeiro homem negro eleito para a Câmara pelo Paraná, segundo a imprensa local. Toma posse em 1º de fevereiro de 2027.

  1. 4/10/2026
    Dado oficial

    115.227 votos, o nono do estado

    Pelo arquivo oficial do TSE, ele obteve 115.227 votos (1,84% dos válidos) e foi eleito por quociente partidário, pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que elegeu seis dos 30 deputados federais do Paraná. A soma dos 399 municípios fecha no número do TSE.

    Fonte: TSE, resultados de 2026 (Deputado Federal, PR)

  2. 5/10/2026
    Fonte única

    O primeiro deputado federal negro do Paraná

    A imprensa paranaense registrou que ele é o primeiro homem negro eleito para a Câmara dos Deputados pelo Paraná e que chega com o processo de cassação na Alep ainda em disputa no STF.

    Fonte: O Tempo, 5/10/2026; Band, 5/10/2026; Bem Paraná, 5/10/2026

  3. Jul. de 2026
    Declaração dele

    A campanha, entre o partido e as urnas

    Em sua quarta eleição, ele disse ao Brasil de Fato que cobrou do PT recursos iguais aos das outras candidaturas: “Em 2018, eu não ganhei um copo de água do partido para ser candidato. Em 2022, ganhamos um valor pequeno”. A prestação de contas oficial de 2026 não foi conferida pelo PautaBR.

    Fonte: Brasil de Fato, entrevista de 30/7/2026

  4. 1º/2/2027
    Pendente

    Posse e mandato de 2027 a 2030

    A posse está prevista para 1º de fevereiro de 2027. O PautaBR não achou, até 5/11/2026, informação sobre comissões, liderança ou gabinete, nem análise publicada sobre o efeito do processo da Alep na diplomação ou no mandato federal; a pergunta fica nas pendências.

    Fonte: O Tempo, 5/10/2026

Nas palavras de Renato
“Ser radical é ter alguns princípios como irredutíveis, sermos intransigentes na defesa da vida humana.”
Renato Freitas, 30/7/2026. Entrevista ao Brasil de Fato, ao explicar por que passou a integrar o grupo que se intitula “esquerda radical”. Na mesma entrevista disse: “Curitiba é uma cidade racista” e que o medo “não é um bom conselheiro”. Fonte: Brasil de Fato →
Nas urnas de 2026

Mais de um terço dos votos veio de Curitiba; o restante, de 398 outros municípios.

Votos dele para deputado federal nas dez maiores cidades, em dados oficiais do TSE.

  • Curitiba04%
  • Londrina02,69%
  • Maringá02,45%
  • São José dos Pinhais02,88%
  • Foz do Iguaçu02,36%
  • Colombo03,04%
  • Cascavel01,83%
  • Araucária03,63%
  • Pinhais03,24%
  • Ponta Grossa01,12%
  • Outros 389 municípios0

Curitiba deu 35,9% do total dele. A porcentagem ao lado de cada cidade é a fatia dos votos válidos para deputado federal naquela cidade. A soma dos 399 municípios fecha em 115.227, o número do TSE.

O ranking do estado

O nono mais votado do Paraná, a 3.464 votos do oitavo.

Os dez candidatos a deputado federal com mais votos no estado em 2026. O Paraná elege 30.

  1. 1Jeffrey Chiquini NOVO0
  2. 2Guilherme Kilter NOVO0
  3. 3Gilson Fahur PL0
  4. 4Ana Júlia PT0
  5. 5Carlos Gebrim Preto PSD0
  6. 6Zeca Dirceu PT0
  7. 7Rosângela Moro PL0
  8. 8Aliel Machado PV0
  9. 9Renato Freitas PT0
  10. 10Matheus Laiola UNIÃO0
A Federação Brasil da Esperança

A federação PT, PCdoB e PV elegeu seis, e ele foi o quarto mais votado.

Em eleição proporcional, a vaga é do partido ou da federação, não do candidato. Este gráfico mostra os seis eleitos do grupo no Paraná.

  • Ana Júlia0
  • Zeca Dirceu0
  • Aliel Machado0
  • Renato Freitas0
  • Carol Dartora0
  • Arilson Chiorato0

A federação PT, PCdoB e PV teve 1.010.736 votos nominais e 54.646 de legenda, e elegeu 6 deputados federais. Renato Freitas foi o quarto mais votado do grupo, com 11,4% dos votos nominais da federação.

Linha do tempo · role para baixo

Da periferia de Curitiba à Câmara em 20 marcos.

  • 1983Vida · 12/12

    Nasce em Sorocaba

    Cresce na região metropolitana de Curitiba, criado pela mãe.

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  • 2007Vida

    Perde o irmão João

    Assassinado num assalto no Tatuquara; o pai também foi assassinado, em data não confirmada.

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  • 2012Estudo

    Formado em Direito pela UFPR

    Entrou pelas cotas raciais; trabalha na Defensoria Pública até 2015.

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  • 2016Urna

    3.455 votos

    Candidato a vereador pelo PSOL; não se elege.

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  • 2018Polícia · set

    Balas de borracha na Praça do Gaúcho

    Diz ter sido baleado pela Guarda; a Guarda diz que conteve um grupo.

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  • 2020Urna · 15/11

    Vereador com 5.097 votos

    Eleito pelo PT em Curitiba.

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  • 2021Polícia · 4/6

    Detido na quadra de basquete

    PM diz que ele tomou a caixa de som de um policial; ele diz que questionou a abordagem.

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  • 2021Polícia · 23/7

    Detido num ato contra Bolsonaro

    Três horas na Central de Flagrantes; a OAB-PR repudia o uso da força.

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  • 2022Justiça · 5/2

    O protesto na Igreja do Rosário

    Ato por Moïse Kabagambe termina dentro da igreja.

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  • 2022Justiça · 4–5/8

    Cassado pela Câmara

    23 a 7, com uma abstenção, no primeiro turno de agosto.

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  • 2022Justiça · 23/9

    Barroso suspende a cassação

    Liminar do STF restabelece o mandato.

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  • 2022Urna · 2/10

    57.880 votos

    Eleito deputado estadual pelo PT.

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  • 2023Mandato · 1º/3

    Comissão de Igualdade Racial

    Assume a presidência da primeira comissão permanente do tema na Alep.

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  • 2023Polícia · 8/3

    Representação do secretário de Segurança

    Pede providências por um discurso sobre a PM.

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  • 2024Justiça · jul

    Condenado pela pichação

    Três meses de detenção em primeira instância; ele recorre.

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  • 2025Polícia · 19/11

    A briga na Rua Vicente Machado

    Troca de socos com um manobrista; ele diz ter sido vítima de racismo.

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  • 2026Justiça · 11/5

    Conselho de Ética recomenda a cassação

    Um voto contrário, do PT.

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  • 2026Justiça · 12/6

    TJ-PR suspende o processo

    STJ e, em 6/7, o ministro Fachin mantêm a suspensão.

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  • 2026Urna · 4/10

    115.227 votos

    Eleito deputado federal: 9º do Paraná.

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  • 2027Urna · 1º/2

    Posse na Câmara

    Mandato de 2027 a 2030.

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198319832027
Críticas e contraditório

O que dizem os dois lados, em cinco pontos.

A briga de rua e o processo de cassação (2025–2026)

O fato
Em 19/11/2025 ele e um manobrista trocaram socos e chutes no Centro de Curitiba. O Conselho de Ética (11/5/2026) e a CCJ (2/6/2026) recomendaram a perda do mandato por quebra de decoro; a votação em plenário está suspensa por decisão do TJ-PR, mantida pelo STJ e pelo ministro Fachin.
A crítica
O relator, Márcio Pacheco, e os autores das representações (quatro vereadores de Curitiba e três deputados) sustentam que o episódio, filmado, é incompatível com o decoro parlamentar.
A defesa
Freitas diz que reagiu a uma agressão, que foi vítima de racismo e que o processo é perseguição política, de “cartas marcadas”; o deputado Doutor Antenor (PT) disse que ele não exercia o mandato na hora da briga. A defesa questionou prazos e a suspeição do relator, e o TJ-PR suspendeu o processo.

Fonte: DGABC, 6/7/2026; CartaCapital, 12/5/2026; Band Paraná, 17/6/2026

A detenção na quadra de basquete (2021)

O fato
Em 4/6/2021 ele foi levado ao batalhão na Praça 29 de Março depois de uma abordagem da PM e liberado em seguida.
A crítica
A PM diz que um jovem se recusou a baixar o volume da caixa de som e que o vereador usou a força para tomar o equipamento de um policial.
A defesa
O vereador diz que estava praticando esporte, que questionou uma abordagem inadequada e que houve racismo; a OAB-PR classificou a resposta policial como excessiva.

Fonte: Gazeta do Povo, 4/6/2021; Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções

O protesto na Igreja do Rosário (2022)

O fato
A Câmara de Curitiba cassou o mandato dele por quebra de decoro depois do ato antirracista que entrou na igreja; o ministro Barroso suspendeu a cassação em 23/9/2022 por falta de rito e por ter visto sinais de racismo no processo.
A crítica
Vereadores e a Arquidiocese criticaram a entrada do protesto na igreja; a Arquidiocese a chamou de ofensa à liberdade de culto e registrou queixa.
A defesa
Ele diz que o grupo entrou depois da missa, e a própria Arquidiocese pediu depois aos vereadores que não cassassem o mandato.

Fonte: Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções; Lex, 26/9/2022 (decisão do ministro Barroso, Rcl 55.948); IHU/Unisinos, 29/3/2022

O discurso sobre a PM (2023)

O fato
Numa sessão da Alep ele comentou dados do Ministério Público sobre mortes em confrontos com a polícia no Paraná.
A crítica
O secretário de Segurança, coronel Hudson Teixeira, disse que ele chamou os policiais de “covardes, assassinos, serviçais do mal” e que isso atingia toda a corporação.
A defesa
Freitas diz que só lembrou casos conhecidos de violência policial; o PT diz que o discurso foi duro, mas dentro da imunidade parlamentar. O PautaBR não achou o desfecho da representação.

Fonte: Brasil de Fato, 9/3/2023

A pichação no Carrefour (2020–2024)

O fato
Em novembro de 2020, num protesto pela morte de João Alberto, ele pichou a palavra “racistas” no toldo de um Carrefour. Em julho de 2024 foi condenado em primeira instância a três meses de detenção.
A crítica
A ação penal partiu do Ministério Público do Paraná; o PautaBR não achou a peça de acusação.
A defesa
A assessoria diz que o julgamento ocorreu sem que ele fosse ouvido, que há perseguição política e que vai recorrer. O PautaBR não achou o desfecho do recurso.

Fonte: Brasil de Fato, 25/7/2024; Gazeta do Povo, histórico de polêmicas e detenções

O que ainda não sabemos

Pendências.

  • Desfecho do processo de cassação na Assembleia: não há voto do plenário nem julgamento do pleno do STF até 5/11/2026, e o caso corre em segredo de justiça. Efeito disso sobre a diplomação e o mandato federal: sem análise publicada achada.
  • Inquérito policial e eventual ação penal sobre a briga de 19/11/2025: não foram achados nas reportagens. A versão direta do manobrista também não.
  • Desfecho do recurso da condenação de 2024 pela pichação e das duas suspensões de prerrogativas de 30 dias (efeitos em 6 e 20/7/2026), incluindo o que o plenário decidiu sobre a censura escrita de maio.
  • Julgamento de mérito do recurso da Câmara de Curitiba contra a liminar de Barroso de 2022.
  • Data e circunstâncias da morte do pai e ano de defesa do mestrado: sem fonte primária.
  • Prestação de contas e gastos da campanha de 2026 (DivulgaCandContas do TSE) e patrimônio declarado.
  • Votação de 2022 para deputado estadual: o número (57.880) vem de reportagem do Brasil de Fato; a tabela oficial do TSE de 2022 não foi conferida.
  • Comissões, liderança e gabinete do mandato de 2027.
Fontes e método

De onde vem cada dado.

Os resultados de 2026 vêm do arquivo oficial de apuração do TSE (Deputado Federal, Paraná), conferido pelo PautaBR em 5/11/2026: 115.227 votos, 1,84% dos válidos, nono lugar no estado, eleito por quociente partidário, com a soma dos 399 municípios fechando no mesmo número. A cronologia parte de reportagens identificadas da Gazeta do Povo, Tribuna do Paraná, Brasil de Fato, Congresso em Foco, Poder360, CartaCapital, Band, O Tempo e DGABC, da decisão do ministro Barroso e da linha do tempo publicada pela própria Assembleia Legislativa. A Wikipédia serviu só para orientar a cronologia, e o texto avisa quando um dado vem apenas dela. Fontes partidárias, de reputação duvidosa ou que o PautaBR não conseguiu abrir foram descartadas ou rotuladas; veículos de posição declarada aparecem como fonte de uma declaração dele, e não como prova do fato.

Fato controverso ou jurídico só entra com decisão ou com pelo menos duas fontes; onde só há uma, o texto diz isso. Onde as fontes divergem, o texto registra a divergência. As aspas são literais, foram conferidas no texto das páginas indicadas, e cada uma traz data, contexto e link. Pessoas que não são figuras públicas, como o manobrista da briga de 2025, não são nomeadas.

As ilustrações são gravuras originais do PautaBR, criadas com ferramenta de imagem generativa a partir de fotografias livres de pessoas e de lugares reais de Curitiba (lista abaixo). As feições são estilizadas. As cenas dos episódios com a polícia e da infância são reconstituições ilustrativas, e não registros do que aconteceu.

Fotos usadas como referência