Gravura de Jones Manoel em meio corpo, de óculos, barba e camisa azul-marinho, falando a um microfone, com uma favela do Recife, o rio Capibaribe e suas pontes ao entardecer ao fundo.
Pauta especial · Perfil · atualizada em 5 de novembro de 2026

Jones Manoel: do sinal de trânsito do Recife à Câmara dos Deputados

Oito capítulos, de 1990 a 5 de novembro de 2026: a favela da Borborema, a UFPE, o canal, a candidatura ao governo em 2022, a expulsão do PCB, as ameaças, a filiação ao PSOL e os 249.077 votos para deputado federal. Cada fato leva a sua fonte e o selo do que é dado oficial, decisão, declaração dele ou versão de uma das partes.

0votos para governador, 2022
0votos para deputado federal, 2026
0número na urna, 2026
0anos na eleição de 2026
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Pauta especial · Perfil · 5 de novembro de 2026

Do sinal de trânsito do Recife a deputado federal: o segundo mais votado de Pernambuco.

Jones Manoel é historiador, professor, comunicador e militante comunista. Nasceu na favela da Borborema, no Recife, e virou conhecido pelos vídeos de formação marxista e pelos livros. Foi do PCB, candidato ao governo em 2022 e expulso do partido em 2023, e fundou o PCBR com outros expulsos. Em 2026 se filiou ao PSOL, sem deixar o PCBR, e foi eleito deputado federal com 249.077 votos. Toma posse em 1º de fevereiro de 2027.

Atenção: ele já não é do PCB. Foi expulso em 2023 e hoje disputa pelo PSOL; o PCBR, de que se diz militante, ainda não tem registro eleitoral.

Texto factual e sem juízo de valor. Fato é o que consta em dado oficial, decisão judicial ou reportagem identificada. Declaração dele é o que ele disse, e fica rotulada. Quando há dois lados, os dois estão registrados. Decisão de primeira instância não é definitiva. Opinião vem rotulada e atribuída. Onde o PautaBR não achou o desfecho ou só achou uma fonte, o texto diz isso. A vida privada só entra quando já era pública.

  • Dado oficial
  • Decisão judicial (1ª instância)
  • Declaração dele
  • Versão de uma das partes
  • Fonte única
  • Pendente
Capítulo 01 · 1990–2010

O menino da Borborema

Filho de uma empregada doméstica e de um pedreiro, Jones cresceu numa favela da zona sul do Recife, perdeu o pai assassinado aos 11 anos, vendeu jornal num sinal de trânsito e chegou à política pelo rap.

  1. 9/1/1990

    Nasce no Recife, cresce na Borborema

    Jones Manoel da Silva nasceu em 9 de janeiro de 1990, data que consta no registro de candidatura no TSE, e foi criado na favela da Borborema, na zona sul do Recife. A família da mãe vem do Cabo de Santo Agostinho, e ele passava as férias de janeiro no sítio da avó até os 16 anos.

    Fonte: TSE, resultados de 2026 (Deputado Federal, PE); Brasil de Fato PE, entrevista de 17/3/2022

  2. Infância
    Declaração dele

    Uma mãe solteira, empregada doméstica e cozinheira

    A mãe veio para o Recife com 16 ou 17 anos e trabalhou a vida inteira como empregada doméstica e cozinheira. Criou sozinha Jones e a irmã, mais velha que ele. A entrevista traz a idade da chegada com essa margem e o PautaBR a repete como está.

    Fonte: Brasil de Fato PE, entrevista de 17/3/2022

  3. Por volta de 2001
    Declaração dele

    O pai, pedreiro, é morto a tiros

    O pai era pedreiro e foi assassinado a tiros quando Jones tinha 11 anos. O crime, segundo as duas entrevistas, nunca foi solucionado. Uma reportagem da Alma Preta atribui a morte à milícia; essa atribuição não aparece nas entrevistas ao Brasil de Fato e à CartaCapital, e o PautaBR não a usa.

    Fonte: Brasil de Fato PE, entrevista de 17/3/2022; CartaCapital, entrevista de 5/8/2020

  4. 13 e 14 anos
    Declaração dele

    Trabalho cedo: o jornal no sinal

    Começou a trabalhar aos 13 anos para ajudar em casa, segundo o Brasil de Fato; aos 14, segundo a CartaCapital, vendia jornal em um sinal de trânsito. Diz que não teve tempo de viver a adolescência. Concluiu o ensino fundamental e o médio, que considera muito ruim, e só depois de sair da escola soube o que era vestibular.

    Fonte: Brasil de Fato PE, entrevista de 17/3/2022; CartaCapital, entrevista de 5/8/2020

  5. Adolescência
    Declaração dele

    A politização veio do rap

    Foi o rap que o aproximou da política, e ele cita Racionais MCs, Facção Central, GOG e Tupac Shakur. Conheceu o marxismo aos 20 anos e se dizia comunista aos 21. Em agosto de 2025, o rapper FBC citou Jones num show em São Paulo, e ele agradeceu pelo X.

    Fonte: CartaCapital, entrevista de 5/8/2020; Billboard Brasil, 10/8/2025

Nas palavras de Jones
“Comecei meu processo de politização a partir do rap com Racionais MCs, Facção Central, GOG, Tupac Shakur, etc”
Jones Manoel, 5/8/2020. Entrevista à CartaCapital, na estreia da coluna em vídeo. Fonte: CartaCapital →
Nas palavras de Jones
“Sou um clássico caso de um jovem de família pobre de Pernambuco.”
Jones Manoel, 17/3/2022. Entrevista ao Brasil de Fato Pernambuco, como pré-candidato ao governo. Na mesma conversa disse: “minha adolescência foi só biológica, porque na prática não tive tempo de viver a adolescência”. Fonte: Brasil de Fato PE →
Capítulo 02 · 2011–2017

A universidade e o marxismo

Entrou em História na UFPE em 2011, vendia caldinho na praia nos fins de semana, ajudou a criar um cursinho popular, entrou na juventude do PCB e fez mestrado em Serviço Social.

  1. 2011
    Declaração dele

    História na UFPE, com bolsa de assistência

    Em 2011 entrou no curso de História da Universidade Federal de Pernambuco. Num debate em julho de 2026, contou que tinha bolsa de assistência estudantil, que trabalhava aos sábados e domingos vendendo caldinho na praia para passar os outros dias na universidade, e que, nascido e criado na Borborema, quase nunca tinha saído da própria cidade antes de entrar na universidade. A fala é dele, sem outra fonte.

    Fonte: CartaCapital, entrevista de 5/8/2020; Três Irmãos Podcast #1051, vídeo de 29/7/2026 (0:14 a 0:22 e 2:01 a 2:17, transcrição automática)

  2. 2013

    A União da Juventude Comunista

    Em 2013 passou a militar na União da Juventude Comunista, a juventude do PCB. A Wikipédia situa o início de sua atividade política nos protestos de junho de 2013. Outra data aparece na infobox da Wikipédia (filiação ao PCB de 2018 a 2023); o PautaBR usa a da entrevista à CartaCapital.

    Fonte: CartaCapital, entrevista de 5/8/2020; Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original)

  3. Anos 2010
    Declaração dele

    O cursinho popular Novo Caminho

    Ajudou a criar o cursinho popular Novo Caminho, que funcionou por dois anos. Também lecionou por pouco tempo numa escola pública da Bahia, em Juazeiro, morando em Petrolina.

    Fonte: CartaCapital, entrevista de 5/8/2020; Brasil de Fato PE, entrevista de 17/3/2022

  4. Mestrado
    Fonte única

    Mestre em Serviço Social pela UFPE

    É graduado em História e mestre em Serviço Social, ambos pela UFPE. A Wikipédia informa que desde 2024 cursa doutorado em Serviço Social na UFAL, a partir de um cadastro da própria universidade que o PautaBR não abriu.

    Fonte: Brasil de Fato PE, entrevista de 17/3/2022; Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original)

Capítulo 03 · 2017–2021

O canal, a coluna e os livros

Do YouTube à coluna em vídeo da CartaCapital, passando por uma coleção de livros de marxismo: Jones virou um dos comunicadores de esquerda mais vistos do país e passou a ser alvo de críticas pesadas.

  1. 2017

    Cria o canal no YouTube

    Segundo a Wikipédia, criou o canal em 2017. Em dezembro de 2025, o Jornal de Brasília somou 2,5 milhões de seguidores entre Instagram e YouTube, e a Exame, em outubro de 2026, mais de 2 milhões só no Instagram.

    Fonte: Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original); Jornal de Brasília, 26/12/2025; Exame, 4/10/2026

  2. 5/8/2020
    Declaração dele

    A coluna em vídeo na CartaCapital

    A CartaCapital publicou a entrevista em que ele apresenta a coluna e a missão que se dá: fazer da teoria crítica o senso comum do povo trabalhador. Ele também participa do podcast Revolushow e codirige, com Gabriel Landi, a coleção Quebrando as Correntes, da Autonomia Literária.

    Fonte: CartaCapital, entrevista de 5/8/2020

  3. 2019–2024
    Fonte única

    Os livros

    Entre os títulos listados na Wikipédia estão Revolução Africana (2019, com Gabriel Fazzio), Raça, classe e revolução (2020), Colonialismo e luta anticolonial (2020, com Domenico Losurdo, Boitempo), A outra Rosa (2021), Marxismo, psicanálise, revolução (2022), Pátria socialista ou morte (2023) e A negação do Brasil negro (2024).

    Fonte: Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original)

  4. 15/7/2021

    O ataque do secretário de Cultura

    O assessor da Presidência Tercio Arnaud Tomaz compartilhou uma notícia sobre Jones e perguntou quem ele era. O então secretário especial de Cultura, Mário Frias, respondeu: “Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho.” Jones chamou o comentário de crime de racismo. A Wikipédia informa que a plataforma removeu a postagem. A única decisão judicial que o PautaBR achou sobre o episódio é um processo de Frias contra um ator que o chamou de racista, rejeitado por um juizado cível de Brasília; Jones não foi parte.

    Fonte: O Povo, 15/7/2021; Migalhas e Catraca Livre sobre a ação de Frias

Nas palavras de Jones
“Um Brasil dono do seu destino, com o povo trabalhador comandando esse país.”
Jones Manoel, 5/8/2020. Resposta, à CartaCapital, sobre o rumo que defende. Na mesma entrevista disse que um dos grandes problemas do país é “o baixo nível do debate político”. Fonte: CartaCapital →
Capítulo 04 · 2021–2022

Candidato ao governo de Pernambuco

Em 2022, pelo PCB, Jones disputou o governo de Pernambuco com cerca de R$ 30 mil de doações e ficou em sexto lugar, com 33.931 votos: a primeira vez que seu nome apareceu numa urna.

  1. Dezembro de 2021
    Fonte única

    O PCB o anuncia como pré-candidato

    O partido anunciou o nome de Jones para disputar o governo do estado. A Wikipédia registra a data; a candidatura aparece oficializada em 2022, com Raline Almeida de vice, segundo a mesma fonte.

    Fonte: Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original)

  2. Setembro de 2022
    Declaração dele

    “Uma campanha com R$ 30 mil”

    Em entrevista à série do Brasil de Fato com candidatos ao governo, Jones disse que a campanha vivia de doações pela plataforma Quero Apoiar, sem acesso ao fundo eleitoral, e defendeu reforma agrária, o combate à fome além da renda básica e a reforma antimanicomial, com crítica às comunidades terapêuticas. Os adversários principais eram Marília Arraes (SD) e Danilo Cabral (PSB).

    Fonte: Brasil de Fato PE, entrevista de 11/9/2022

  3. 2/10/2022

    33.931 votos, o 6º entre 11

    Jones terminou em sexto lugar, com 33.931 votos, 0,69% dos válidos. O número vem da Wikipédia e do Jornal de Brasília; o PautaBR não achou a tabela de 2022 no TSE.

    Fonte: Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original); Jornal de Brasília, 26/12/2025

Nas palavras de Jones
“Estou fazendo uma campanha para governador com R$30 mil de doações. É muito desigual”
Jones Manoel, 11/9/2022. Entrevista ao Brasil de Fato PE. Segundo ele, a campanha não tinha acesso ao fundo eleitoral. Fonte: Brasil de Fato PE →
2022 × 2026

De 33.931 para 249.077 votos, e de R$ 30 mil para mais de R$ 600 mil.

Os números das duas candidaturas, lado a lado. São cargos diferentes (governador e deputado federal), por isso a comparação é de grandeza.

Votos
2022 · governador (PCB)0
0,69% dos votos válidos
2026 · deputado federal (PSOL)0
4,73% dos votos válidos

A votação de 2026 é 7,3 vez a de 2022, mas os cargos e as disputas são diferentes: a comparação é de grandeza, não de desempenho.

Doações de pessoas (vaquinha online)
2022 · Governador (PCB)R$ 0
Declarado por ele, em setembro de 2022, à Brasil de Fato PE.
2026 · Deputado federal (PSOL)R$ 0
“Mais de R$ 600 mil”, segundo a Exame (4/10/2026); só doações de pessoas, pela plataforma Quero Apoiar.

Valores de imprensa e de declaração dele; a prestação de contas oficial da campanha não foi conferida.

Capítulo 05 · 2023–2024

A expulsão do PCB e a nova organização

Em julho de 2023 Jones foi expulso do PCB junto com outros quatro dirigentes. O partido fala em descumprimento do centralismo democrático; ele recusa a leitura. O grupo fundou, em 2024, o PCBR, que ainda não tem registro eleitoral.

  1. Julho de 2023
    Fonte única

    Expulso do PCB

    A maioria do Comitê Central expulsou Jones, o ex-secretário-geral Ivan Pinheiro e outros três militantes. A Wikipédia e a CartaCapital dão detalhes e datas ligeiramente diferentes; o Marco Zero descreve a expulsão apenas como “recente” em 30/8/2023.

    Fonte: Marco Zero, 30/8/2023; Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original)

  2. 30/8/2023
    Versão de uma das partes

    A versão do PCB

    Roberto Arrais, secretário político do PCB em Pernambuco, disse que a medida seguiu o descumprimento do centralismo democrático: “Nosso partido não admite tendências.” Segundo ele, Jones passou a “levar o debate do partido às redes” e já tinha sido advertido e suspenso. A direção acusou os expulsos de “fracionismo”.

    Fonte: Marco Zero, 30/8/2023

  3. 30/8/2023
    Versão de uma das partes

    A versão dele

    Jones tentava convocar um congresso extraordinário do PCB, que via como caminho de volta ao partido, e afirmava que 90% da militância pernambucana apoiava a convocação. O número é dele. Ele previa uma longa disputa jurídica. A matéria não traz defesa escrita dos expulsos contra as acusações específicas.

    Fonte: Marco Zero, 30/8/2023

  4. Junho de 2024
    Declaração dele

    Nasce o PCBR

    Os expulsos organizaram um evento que deu origem ao coletivo Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Em janeiro de 2026 Jones se dizia militante do PCBR, organização que, segundo ele, se define como marxista-leninista e ainda não tinha registro no TSE.

    Fonte: Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original); Brasil de Fato, entrevista de 20/1/2026

Nas palavras de Roberto
“Nosso partido não admite tendências.”
Roberto Arrais, 30/8/2023. Secretário político do PCB em Pernambuco, ao Marco Zero, sobre as expulsões de julho. Fala do outro lado do conflito. Fonte: Marco Zero →
Capítulo 06 · 2025

Alvo de ameaças, de processos e de convites

Em 2025 Jones teve contas derrubadas e foi ameaçado por um grupo neonazista; também respondeu a um processo de Kim Kataguiri, e o PSOL começou a cortejá-lo para 2026.

  1. 7 e 8/8/2025
    Fonte única

    Contas derrubadas e devolvidas

    A Meta derrubou as contas de Jones no Facebook e no Instagram sem aviso e as restaurou no dia seguinte, também sem explicar. Ele disse suspeitar de motivação política, depois de críticas ao presidente dos EUA, Donald Trump, e às grandes empresas de tecnologia. O PautaBR não abriu o G1 nem o ICL e se baseia no resumo da Wikipédia.

    Fonte: Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original) (cita G1, 8/8/2025, e ICL Notícias)

  2. Agosto e 18/10/2025
    Declaração dele

    Ameaças de um grupo neonazista

    Jones denunciou ameaças de morte e ofensas racistas atribuídas a um grupo neonazista internacional. Em 18 de outubro chegou novo e-mail, enviado de um endereço institucional de uma funcionária do governo da Paraíba, exigindo R$ 250 mil por Pix. A Polícia Federal em Pernambuco não comentou o conteúdo, a Polícia Civil disse que não havia ocorrência registrada e o Ministério Público Federal entendeu que a competência era do MP de Rondônia, segundo ele. Ele manteve suas agendas e disse que cancelá-las “significaria dar uma vitória para esses grupos nazistas e de extrema direita”. O Ministério dos Direitos Humanos acompanhou o caso.

    Fonte: CNN Brasil, 22/10/2025

  3. 2025

    Kim Kataguiri o processa

    O deputado Kim Kataguiri abriu ação contra Jones na 16ª Vara Cível de Brasília (processo 0762586-86.2025.8.07.0001) por publicações que o associavam ao crime organizado e ao nazismo. Pediu R$ 50 mil. A sentença está no capítulo seguinte.

    Fonte: Congresso em Foco, 26/5/2026

  4. 26/12/2025

    O PSOL quer o comunicador

    O PSOL planejava filiá-lo para eleger o primeiro deputado federal do partido no Nordeste: em 20 anos, o único tinha sido João Alfredo (CE), que não se reelegeu em 2006. Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Tarcísio Motta apoiavam. Jones dizia ao Broadcast que o diretório de Pernambuco concordava, mas a direção nacional tinha de aprovar.

    Fonte: Jornal de Brasília, 26/12/2025

Nas palavras de Jones
“cancelar qualquer uma delas significaria dar uma vitória para esses grupos nazistas e de extrema direita”
Jones Manoel, 22/10/2025. À CNN Brasil, sobre manter suas agendas públicas depois de novas ameaças de morte. A frase é citada em trecho, como publicada. Fonte: CNN Brasil →
Capítulo 07 · 2026

O candidato do PSOL e o segundo mais votado de Pernambuco

Filiado “democraticamente” ao PSOL sem deixar o PCBR, Jones fez uma campanha sustentada por doações online e teve 249.077 votos para deputado federal: o segundo maior número do estado.

  1. 20 e 21/1/2026
    Declaração dele

    “Candidato do PSOL, mas não militante do PSOL”

    Como o PCBR não tinha registro no TSE, Jones negociou uma filiação para poder concorrer. Disse ao Brasil de Fato que continuava militante do PCBR, que o PSOL nunca elegeu um deputado federal no Nordeste e que quer “uma candidatura de esquerda radical”. Disse que não é lulista e criticou o governo Lula pela reforma agrária, pelo acordo Mercosul–União Europeia e pelos juros.

    Fonte: Brasil de Fato, entrevista de 20/1/2026; Bahia Notícias, 22/1/2026

  2. 26/5/2026
    Decisão judicial (1ª instância)

    Condenado a pagar R$ 30 mil a Kataguiri

    O juiz Cleber de Andrade Pinto, da 16ª Vara Cível de Brasília, condenou Jones a pagar R$ 30 mil por danos morais e mandou retirar as publicações. Entendeu que ele atribuiu a Kataguiri uma posição extremista “sem suporte fático idôneo”, rejeitou a tese de Jones de que o processo seria um SLAPP (ação para silenciar críticos) e rejeitou a litigância de má-fé. A defesa de Jones diz que a condenação é excessiva e que vai recorrer, e a sentença não é definitiva.

    Fonte: Congresso em Foco, 26/5/2026; A Tarde, 26/5/2026

  3. Julho a outubro
    Fonte única

    A vaquinha mais alta de Pernambuco

    Pela plataforma Quero Apoiar, rankings da imprensa o colocaram entre os três que mais arrecadaram no país, e a Exame fala em mais de R$ 600 mil em doações ao fim da campanha. Em 2022, ele falava em R$ 30 mil. Os números de gastos e de prestação de contas no TSE não estavam disponíveis ao PautaBR.

    Fonte: Exame, 4/10/2026; rankings de vaquinhas (Portal de Prefeitura, NSC Total)

  4. 22/8/2026
    Fonte única

    Lançamento da candidatura, nº 5050

    No ato no Recife, segundo um portal regional (Portal de Prefeitura, a única fonte que o PautaBR achou), ele disse que votaria em Lula para derrotar a extrema direita e que a esquerda revolucionária deve começar a construir uma alternativa para 2030. Participaram o candidato ao governo Ivan Moraes, a vice Alice Galbino e o candidato ao Senado Paulo Rubem.

    Fonte: Portal de Prefeitura, 24/8/2026

  5. 4/10/2026
    Dado oficial

    249.077 votos, o 2º do estado

    Jones foi eleito deputado federal pelo PSOL, pela Federação PSOL-Rede, com 249.077 votos, 4,73% dos válidos, o segundo mais votado de Pernambuco, atrás de Pedro Campos (PSB), que teve 261.555. Foi eleito por quociente partidário. A Exame noticiou “mais de 201 mil” na noite da apuração, número parcial.

    Fonte: TSE, resultados de 2026 (Deputado Federal, PE); Exame, 4/10/2026

  6. 5/10/2026
    Declaração dele

    Lula no 2º turno, críticas mantidas

    No dia seguinte, Jones disse que trabalharia pela reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro, mantendo as críticas ao governo: “Todas as críticas que eu fiz ao governo Lula foram críticas corretas.” Disse que o PT cometeu “erros de política econômica graves que não podem ser repetidos” e que, se Flávio vencesse, seria “oposição total”. Lula venceu o 2º turno em 25 de outubro, com 51,79%.

    Fonte: Diário de Pernambuco, 5/10/2026; TSE, 2º turno de 2026

Nas palavras de Jones
“Eu serei candidato do Psol, mas não militante do Psol.”
Jones Manoel, 20/1/2026. Entrevista ao Brasil de Fato, sobre a filiação para disputar a Câmara. Disse também: “Eu continuo militante do PCBR e estaria no Psol para ser candidato”. Fonte: Brasil de Fato →
Nas palavras de Jones
“Todas as críticas que eu fiz ao governo Lula foram críticas corretas.”
Jones Manoel, 5/10/2026. Um dia depois da eleição, ao Diário de Pernambuco, ao anunciar que trabalharia pela reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro. Disse ainda que “houve erros de política econômica graves que não podem ser repetidos”. Fonte: Diário de Pernambuco →
Nas urnas de 2026

Um terço dos votos veio do Recife; o restante, de 184 outros municípios.

Votos dele para deputado federal nas dez maiores cidades, em dados oficiais do TSE.

  • Recife08,82%
  • Jaboatão dos Guararapes07,75%
  • Olinda09,01%
  • Paulista08,51%
  • Caruaru05,07%
  • Petrolina03,8%
  • Camaragibe06,74%
  • Cabo de Santo Agostinho04,5%
  • Garanhuns05,05%
  • Abreu e Lima05,62%
  • Outros 175 municípios0

Recife deu 32,7% do total dele. A porcentagem ao lado de cada cidade é a fatia dos votos válidos para deputado federal naquela cidade. A soma dos 185 municípios fecha em 249.077, o número do TSE.

O ranking do estado

O segundo mais votado de Pernambuco, a 12.478 votos do primeiro.

Os cinco candidatos a deputado federal com mais votos no estado em 2026.

  1. 1Pedro Campos PSB0
  2. 2Jones Manoel PSOL0
  3. 3Anderson Ferreira PL0
  4. 4Marcelo Gouveia PODE0
  5. 5Juliana de Chaparral UNIÃO0
A federação PSOL-Rede

A federação elegeu uma vaga, e 95,2% dos votos nominais foram dele.

Em eleição proporcional, a vaga é do partido ou da federação, não do candidato. Este gráfico mostra quanto da votação da federação foi do próprio Jones.

  • 249.077 · Jones (94,1% dos válidos)
  • 12.479 · outros 19 candidatos
  • 3.183 · votos de legenda

A federação teve 264.739 votos válidos e o quociente eleitoral foi 210.580: elegeu uma única vaga. Dos votos nominais, 95,2% foram de Jones.

Capítulo 08 · A partir de novembro de 2026

A 6x1 aprovada e o que vem agora

A bandeira que ele defende desde 2024, o fim da escala 6x1, virou a Emenda Constitucional 141 em 16 de outubro de 2026. Jones toma posse em 1º de fevereiro de 2027 e diz que vai defender também a proibição das bets e a revisão do arcabouço fiscal.

  1. 1/10/2024
    Versão de uma das partes

    O debate com Kataguiri sobre a 6x1

    No podcast Inteligência Ltda., Jones defendeu o fim da escala 6x1 e uma jornada de 30 horas semanais, e lembrou que o limite constitucional não é reduzido desde 1988. Kim Kataguiri disse que a 6x1 não é o modelo ideal, mas que uma mudança na lei não alcançaria cerca de 40 milhões de trabalhadores informais, e chamou a posição de Jones de “falsa dicotomia”. Kataguiri passou a defender que a mudança fosse feita por projeto de lei, não por PEC. É o mesmo deputado que, em 2026, obteve a condenação de Jones em primeira instância.

    Fonte: ND Mais, debate de 1/10/2024

  2. 22/1/2026
    Declaração dele

    “Em banho-maria”

    Antes da campanha, Jones disse ao Bahia Notícias que o governo Lula e setores da esquerda deixaram a pauta do fim da escala 6x1 “em banho-maria”, mas que é positivo o debate ganhar força, “seja por oportunismo eleitoral ou não”.

    Fonte: Bahia Notícias, 22/1/2026

  3. 27/5/2026
    Dado oficial

    A Câmara aprova: 472 a 22 e 461 a 19

    O plenário da Câmara aprovou a PEC 221/2019 em dois turnos, com 472 votos a favor e 22 contra no primeiro e 461 a 19 no segundo. O texto é um substitutivo do deputado Leo Prates às PECs de Reginaldo Lopes (PT-MG) e de Erika Hilton (PSOL-SP). Jones ainda era pré-candidato e não tinha mandato.

    Fonte: Agência Câmara, 27/5/2026 (consolidado na pauta do PautaBR sobre a 6x1)

  4. 14/10/2026
    Declaração dele

    O Senado aprova, 75 a 1, e ele comemora

    O Senado aprovou a emenda em dois turnos, por 75 votos a 1 em cada um. Na mesma noite, Jones escreveu no X que o fim da 6x1 era “uma vitória muito importante da classe trabalhadora”, avisou que Flávio Bolsonaro, se eleito, “vai tentar reverter essa medida”, e pediu a reeleição de Lula.

    Fonte: Agência Senado, 14 e 16/10/2026; post de Jones no X, 14/10/2026 (trecho conferido na prévia do post; a página não abriu)

  5. 16/10/2026
    Dado oficial

    Promulgada a Emenda Constitucional 141

    O Congresso promulgou a emenda em sessão solene conduzida por Davi Alcolumbre, com Lula e Hugo Motta presentes. A escala 6x1 dá lugar à 5x2, sem redução de salário: dois dias de descanso e jornada máxima de 42 horas 60 dias depois da publicação, e de 40 horas um ano depois disso. O PautaBR tem uma pauta especial sobre o tema.

    Fonte: Agência Senado, 16/10/2026

  6. 3/11/2026
    Fonte única

    As bets e o STF

    Em vídeo divulgado em 3 de novembro, Jones criticou a audiência no STF sobre as empresas de apostas, que, segundo ele, ouviu só o lado do setor, e defendeu a proibição das bets. Considerou inconstitucionais o teto de gastos e o novo arcabouço fiscal. O vídeo é descrito por um único veículo (SP Diário), e o texto não traz aspas literais dele.

    Fonte: SP Diário, 3/11/2026

  7. 1º/2/2027
    Pendente

    Posse e mandato de 2027 a 2030

    O mandato vai de 2027 a 2030, e a posse está prevista para 1º de fevereiro de 2027. O PautaBR não achou, até 5 de novembro, informação sobre comissões, liderança ou composição de gabinete.

    Fonte: O Tempo, 5/10/2026 (dados da Justiça Eleitoral); Wikipédia (en), verbete Jones Manoel (não conferido no original)

Nas palavras de Jones
“Deixaram a pauta do fim da escala 6x1 em banho-maria”
Jones Manoel, 22/1/2026. Ao Bahia Notícias, sobre o governo Lula e setores da esquerda. Na mesma entrevista, avaliou que é positivo o debate ganhar força, “seja por oportunismo eleitoral ou não”. Fonte: Bahia Notícias →
Nas palavras de Jones
“Fim da escala 6x1 aprovado no Senado! Uma vitória muito importante da classe trabalhadora.”
Jones Manoel, 14/10/2026. Post no X, na noite da votação no Senado (75 a 1). Seguiu dizendo que Flávio Bolsonaro, se eleito, “vai tentar reverter essa medida”. O PautaBR leu o trecho na prévia do post; a página do X não abriu. Fonte: Perfil de Jones Manoel no X →
Linha do tempo · role para baixo

Da Borborema à Câmara em 17 marcos.

  • 1990Vida · 9/1

    Nasce no Recife

    Cresce na favela da Borborema, filho de uma empregada doméstica e de um pedreiro.

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  • 2001Vida

    Perde o pai

    O pai é assassinado a tiros quando ele tinha 11 anos; o crime nunca foi solucionado.

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  • 2004Vida

    O jornal no sinal

    Aos 14 anos vende jornal num sinal de trânsito; o rap o politiza.

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  • 2011Estudo

    Entra na UFPE

    Curso de História, com bolsa de assistência estudantil.

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  • 2013Partido

    Juventude do PCB

    Passa a militar na União da Juventude Comunista.

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  • 2017Mídia

    Canal no YouTube

    Começa a produzir vídeos de formação política.

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  • 2020Mídia · 5/8

    Coluna na CartaCapital

    A coluna em vídeo estreia; os livros de marxismo se multiplicam.

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  • 2021Ataques e processos · 15/7

    Ataque de Mário Frias

    O secretário de Cultura diz que ele “precisa de um bom banho”.

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  • 2022Urna · 2/10

    33.931 votos para governador

    Pelo PCB, fica em 6º lugar, com 0,69% dos válidos.

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  • 2023Partido · jul

    Expulso do PCB

    Cinco dirigentes saem; o partido fala em descumprimento do centralismo democrático.

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  • 2024Partido · jun

    Nasce o PCBR

    Os expulsos fundam uma nova organização, sem registro no TSE.

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  • 2025Ataques e processos · ago

    Contas derrubadas e ameaças

    A Meta tira e devolve as contas; um grupo neonazista o ameaça de morte.

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  • 2026Partido · jan

    Filia-se ao PSOL

    “Candidato do PSOL, mas não militante do PSOL.”

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  • 2026Ataques e processos · 26/5

    Condenação no caso Kataguiri

    R$ 30 mil por danos morais; ele diz que vai recorrer.

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  • 2026Urna · 4/10

    249.077 votos

    2º mais votado de Pernambuco para deputado federal.

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  • 2026Mídia · 16/10

    Promulgada a emenda do fim da 6x1

    Bandeira que ele defende desde 2024; o Senado aprovou por 75 a 1 e ele comemorou no X.

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  • 2027Urna · 1º/2

    Posse na Câmara

    Mandato de 2027 a 2030.

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199019902027
Críticas e contraditório

O que dizem os dois lados, em três pontos.

A condenação no caso Kataguiri (2026)

O fato
Em 26/5/2026 a 16ª Vara Cível de Brasília o condenou a pagar R$ 30 mil por associar Kim Kataguiri ao crime organizado e ao nazismo.
A crítica
O juiz disse que não havia “suporte fático idôneo” e que o réu “falsificou o argumento do autor”.
A defesa
A defesa de Jones diz que a decisão é uma injustiça, que o valor é excessivo, que o caso é uma tentativa de silenciar críticos (SLAPP), e anunciou recurso. A sentença não é definitiva.

Fonte: Congresso em Foco, 26/5/2026

A expulsão do PCB (2023)

O fato
Foi expulso do partido em julho de 2023.
A crítica
O PCB fala em descumprimento do centralismo democrático, em “fracionismo” e em levar o debate às redes.
A defesa
Jones dizia que a maioria da militância pernambucana apoiava um congresso extraordinário (número dele) e buscava voltar ao partido.

Fonte: Marco Zero, 30/8/2023

Uma candidatura que carregou a vaga do partido (2026)

O fato
Dos 261.556 votos nominais da Federação PSOL-Rede em Pernambuco, 249.077 foram dele (95,2%). A federação elegeu uma vaga, com 264.739 votos válidos e quociente eleitoral de 210.580.
A crítica
O PautaBR não encontrou crítica publicada a esse ponto; é uma leitura dos números oficiais, e o leitor pode concluir que a vaga do partido dependeu quase só do candidato.
A defesa
A estratégia do PSOL, dita antes da eleição, era justamente emplacar um nome com votação própria para eleger o primeiro deputado federal do partido no Nordeste.

Fonte: TSE, resultados de 2026 (Deputado Federal, PE); Jornal de Brasília, 26/12/2025

Os objetos da margem

O que são as fotos que passam ao lado do texto.

São objetos fotografados em estúdio por ferramenta de imagem generativa, que atravessam a página em parallax. Cada um lembra um fato desta pauta; nenhum é peça do acervo dele.

  • Pilha de jornaisPilha de jornais. Aos 14 anos, segundo a CartaCapital, vendia jornal num sinal de trânsito.
  • Rádio portátil antigoRádio portátil antigo. Foi o rap que o politizou: Racionais MCs, Facção Central, GOG e Tupac (CartaCapital, 2020).
  • Pilha de livrosPilha de livros. Historiador, autor e coautor de vários livros de marxismo (Wikipédia).
  • Câmera e ring lightCâmera e ring light. Canal no YouTube desde 2017 e 2,5 milhões de seguidores somados (Jornal de Brasília, 2025).
  • Óculos de armação pretaÓculos de armação preta. O óculos de armação escura é uma de suas marcas visuais nas fotos de 2022 a 2023.
  • Bandeira vermelhaBandeira vermelha. Militante comunista desde 2013: PCB, depois PCBR.
  • Microfone de mãoMicrofone de mão. Palestras, debates e campanha de rua em 2022 e 2026.
  • Logo de The King of Fighters '97Logo de The King of Fighters '97. Elemento de cultura pop pedido pela redação. O PautaBR não achou fonte que ligue Jones Manoel ao jogo: é ilustração, não fato biográfico. Marca e logo são da SNK.
  • Urna eletrônicaUrna eletrônica. 249.077 votos em 4/10/2026 (TSE).
O que ainda não sabemos

Pendências.

  • Uma fala de 2021 numa palestra em Fortaleza, publicada só pelo Poder360 com manchete interpretativa e sem a íntegra, foi retirada da pauta: fonte única, com risco de tirar a frase do contexto. Só volta com o vídeo ou a transcrição completa.
  • A votação de 2022 para governador (33.931 votos, 0,69%) vem de Wikipédia e Jornal de Brasília; a tabela do TSE de 2022 não foi conferida.
  • Gastos e prestação de contas da campanha de 2026 no DivulgaCandContas do TSE (o acesso automático foi negado). Os valores de doações são de imprensa.
  • Recurso da sentença do caso Kataguiri: a notícia de 26/5/2026 não informa se foi protocolado.
  • Relatório do governo Bolsonaro que o classificaria como “detrator” (UOL, 2020) e as críticas de stalinismo, que a Wikipédia cita: o PautaBR não abriu o original e não os tratou como fato.
  • A reportagem do G1 sobre a derrubada das contas (8/8/2025) e as notas do PCB sobre a expulsão não puderam ser abertas.
  • Os vídeos de entrevistas (Três Irmãos, Flow e outros) foram transcritos por máquina; só dois relatos pessoais foram usados, como paráfrase com minutagem. Aspas literais de vídeo só entram depois de conferidas no áudio.
  • Comissões, liderança e gabinete do mandato de 2027 ainda não foram divulgados.
Fontes e método

De onde vem cada dado.

Os resultados de 2026 vêm do arquivo oficial de apuração do TSE (Deputado Federal, Pernambuco), conferido pelo PautaBR em 5/11/2026: 249.077 votos, 4,73% dos válidos, segundo lugar no estado, eleito por quociente partidário, com a soma dos 185 municípios fechando no mesmo número. A cronologia parte de entrevistas dele à CartaCapital e ao Brasil de Fato e de reportagens identificadas de Marco Zero, CNN Brasil, Jornal de Brasília, Congresso em Foco, Exame, Diário de Pernambuco, Bahia Notícias e O Tempo. A Wikipédia serviu só para orientar a cronologia, e o texto avisa quando um dado vem apenas dela. Fato controverso ou jurídico só entra com decisão ou com pelo menos duas fontes; onde só há uma, o texto diz isso. Onde as fontes divergem, o texto registra a divergência. Fontes partidárias, de reputação duvidosa ou que o PautaBR não conseguiu abrir foram descartadas ou rotuladas.

As aspas são literais, foram conferidas no texto das páginas indicadas, e cada uma traz data, contexto e link. Falas em vídeo (Três Irmãos, Flow e outros) foram transcritas por máquina e, por isso, só aparecem como paráfrase com minutagem até serem conferidas no áudio.

As ilustrações são gravuras originais do PautaBR, criadas com ferramenta de imagem generativa a partir de fotografias livres (lista abaixo). As feições são estilizadas. A cena da infância é ilustrativa e não mostra uma pessoa real. Os objetos em parallax são imagens geradas e não representam peças reais do acervo dele.

Fotos usadas como referência

  • Rosto (retrato de 13/6/2022), referência de todas as gravuras: Partido Comunista Brasileiro, atribuição (Wikimedia Commons), via Wikimedia Commons.
  • Óculos, barba e cabelo (ato pela Palestina, Recife, 19/10/2023): Romerito Pontes, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.
  • Cenário de ato de pré-candidaturas do PCB (Unicamp, 15/6/2022): Alebasi24, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
  • Retrato de candidatura de 2026: autor desconhecido, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.