Gravura de Erika Hilton de busto, falando ao microfone na tribuna do plenário da Câmara, com a bandeira do Brasil atrás.
Pauta especial · Perfil · atualizada em 29 de outubro de 2026

Erika Hilton: de Francisco Morato aos 1,6 milhão de votos

Oito capítulos, de 1992 a 29 de outubro de 2026: a periferia, a rua, a carteirinha de Itu, a vereança, a CPI, duas eleições para a Câmara, a PEC do fim da escala 6x1 e os processos. Cada fato leva a sua fonte e o seu status.

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Pauta especial · Perfil · 29 de outubro de 2026

Da periferia de Francisco Morato à mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados.

Erika Santos Silva, conhecida como Erika Hilton, nasceu em 9 de dezembro de 1992 em Franco da Rocha (SP). Cresceu em Francisco Morato, viveu na rua na adolescência e voltou aos estudos pela EJA. Filiou-se ao PSOL em 2015, foi eleita vereadora de São Paulo em 2020 e deputada federal em 2022, e foi reeleita em 4 de outubro de 2026 com 1.596.472 votos, a maior votação já dada a uma mulher para a Câmara. Foi uma das duas primeiras mulheres trans eleitas para a Casa e preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Encabeçou a campanha da PEC do fim da escala 6x1, promulgada em 16 de outubro como Emenda Constitucional 141. É parte em processos de ambos os lados, e este especial traz o status de cada um em 29 de outubro de 2026.

Texto factual e sem juízo de valor. Fato é o que consta em decisão, lei, dado oficial ou reportagem identificada; alegação é dita como alegação, com a resposta de quem é acusado quando houve. Onde o PautaBR não achou o desfecho, o texto diz isso. Nada aqui é condenação, salvo quando a fonte assim o diz. A vida privada dela só entra quando ela própria a tornou pública.

Capítulo 01 · 1992–2014

Franco da Rocha, Francisco Morato e a rua

Nascida em Franco da Rocha e criada na periferia de Francisco Morato por mulheres da família, Erika Santos Silva passou a adolescência entre Itu e a rua.

  1. 9/12/1992

    Nasce em Franco da Rocha (SP)

    Erika Santos Silva nasceu em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, segundo os registros da Câmara e as biografias.

    Fonte: Câmara dos Deputados, biografia e Dados Abertos (consulta de 29/10/2026); Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

  2. Infância

    Criada em Francisco Morato por mulheres da família

    Cresceu na periferia de Francisco Morato, também na Região Metropolitana, criada pela mãe, tias e avós.

    Fonte: Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton; Politize!, perfil de Erika Hilton

  3. Adolescência

    Itu e a saída de casa

    Na adolescência foi morar em Itu (SP) com familiares. Por volta dos 15 anos deixou a casa onde vivia e passou a morar na rua. As fontes divergem quanto à idade (entre 14 e 16 anos) e ao tempo nessa situação (de cinco a seis anos). Em entrevista de 2020, ela própria relatou que se sustentou com prostituição nesse período.

    Fonte: Politize!, perfil de Erika Hilton; Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton; Alma Preta, 20/11/2020

  4. Cerca de 20 anos

    Volta a estudar

    Depois de cinco a seis anos, reatou o contato com a mãe, voltou a morar com ela e retomou os estudos. Concluiu o ensino médio pela Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    Fonte: Politize!, perfil de Erika Hilton; Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

Uma casa de periferia pela manhã. Cena ilustrativa, sem relação com uma família real.
Capítulo 02 · 2015–2017

A carteirinha, o PSOL e a universidade

Um pedido para usar o nome social na carteirinha de ônibus de Itu virou abaixo-assinado, filiação partidária e o caminho para a UFSCar.

  1. 2015

    O nome social na carteirinha

    Em Itu, a empresa de ônibus se recusou a registrar seu nome social na carteirinha de transporte estudantil. Um abaixo-assinado no Change.org reuniu 6.175 assinaturas e a Viação Itu corrigiu o documento.

    Fonte: Politize!, perfil de Erika Hilton; Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

  2. 2015

    Filia-se ao PSOL

    O caso chamou a atenção do PSOL, que a convidou a se filiar. Ela entrou no partido naquele ano.

    Fonte: Politize!, perfil de Erika Hilton; Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

  3. 2016

    Candidatura em Itu que não foi homologada

    Aceitou concorrer a vereadora de Itu pelo PSOL, mas a candidatura não foi homologada. A Wikipédia atribui a falha a um erro no registro. O PautaBR não encontrou outra fonte sobre esse episódio.

    Fonte: Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

  4. 2017

    Entra na UFSCar

    Ingressou na Universidade Federal de São Carlos. A Câmara registra a formação em Pedagogia; as biografias dizem que ela também cursou Gerontologia. Foi na universidade que se aproximou do movimento estudantil.

    Fonte: Câmara dos Deputados, biografia e Dados Abertos (consulta de 29/10/2026); Politize!, perfil de Erika Hilton; Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

A sala da EJA à noite. Cena ilustrativa: não há fotos públicas dela nessa fase, e as feições seguem uma foto de 2019 (Mídia Ninja, CC BY-SA 2.0), compartilhada sob a mesma licença.
O campus da UFSCar, em São Carlos, onde ela ingressou em 2017. Cenário redesenhado a partir de fotos de Lukaskk (CC BY-SA 3.0) e Sturm (CC BY-SA 4.0); as feições seguem uma foto de 2019, porque não há fotos públicas dela nessa fase. Compartilhada sob CC BY-SA.
Capítulo 03 · 2018–2020

A Bancada Ativista e o mandato coletivo

Em 2018 ela fez parte de um mandato coletivo na Assembleia Legislativa de São Paulo. Dois anos depois, saiu sozinha.

  1. 7/10/2018

    A Bancada Ativista chega à Alesp

    Ela integrou a Bancada Ativista, mandato coletivo do PSOL cuja cabeça de chapa, Mônica Seixas, foi eleita deputada estadual com 149.844 votos. Oficialmente só Mônica Seixas ocupava a vaga; Erika atuava como assessora do mandato, que a Politize! descreve como “codeputada”.

    Fonte: Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton; Politize!, perfil de Erika Hilton

  2. Nov/2020

    Avaliação do mandato coletivo

    Em entrevista à Alma Preta, disse que “mandatos coletivos têm potência, mas não são solução de tudo” e criticou a experiência da Bancada Ativista, que, a seu ver, reunia pessoas com ideias diferentes.

    Fonte: Alma Preta, 20/11/2020

Nas palavras dela
“Mandatos coletivos têm potência, mas não são solução de tudo.”
Erika Hilton, 20/11/2020. Entrevista à Alma Preta, cinco dias depois de ser eleita vereadora, sobre a experiência na Bancada Ativista. Fonte: Alma Preta →
Capítulo 04 · 2020–2022

Vereadora de São Paulo e a CPI da violência contra pessoas trans

Com 50.508 votos, ela foi a primeira mulher trans eleita para a Câmara Municipal de São Paulo e presidiu a CPI que terminou com 189 recomendações.

  1. 15/11/2020

    Eleita vereadora com 50.508 votos

    Candidata pelo PSOL, teve 50.508 votos. O jornal O Povo a coloca como a sexta pessoa mais votada de São Paulo e a primeira entre as mulheres; a Câmara Municipal a descreveu em 2021 como a mulher mais votada do país naquela eleição. O PautaBR não conferiu o ranking nacional. Foi a primeira mulher trans eleita para a Câmara paulistana.

    Fonte: Câmara Municipal de São Paulo, 14/1/2021; O Povo, 17/11/2020; Metrópoles; Alma Preta, 20/11/2020

  2. 1º/1/2021

    Posse na 18ª legislatura

    Tomou posse como vereadora, em primeiro mandato. Presidiu a Comissão de Direitos Humanos e liderou a bancada do PSOL.

    Fonte: Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton; Politize!, perfil de Erika Hilton; Câmara Municipal de São Paulo, 14/1/2021

  3. 2021–2022

    Leis aprovadas

    Entre as leis de sua autoria aprovadas na Câmara Municipal estão a que criou o Dia Municipal pela Vacinação e em Defesa das Trabalhadoras da Saúde (Lei 17.609, de 2021) e a que criou o Fundo Municipal de Combate à Fome (Lei 17.752, de janeiro de 2022, em coautoria).

    Fonte: Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton; Politize!, perfil de Erika Hilton

  4. Set/2021

    Instala a CPI e a preside

    Por iniciativa dela foi instalada a CPI da Violência contra Pessoas Trans e Travestis, da qual foi presidente.

    Fonte: Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton; Câmara Municipal de São Paulo, 19/8/2022

  5. Out–dez/2021

    Prêmios e reconhecimento internacional

    Entrou na lista Next Generation Leaders da revista Time, recebeu o prêmio Generation Change no MTV Europe Music Awards e, em dezembro, o título de Visitante Ilustre de Montevidéu.

    Fonte: Politize!, perfil de Erika Hilton; Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

  6. 19/8/2022

    Relatório final da CPI

    A Câmara Municipal aprovou o relatório final da CPI, com 189 recomendações dirigidas a 33 instituições públicas e privadas. A saúde foi o eixo com mais sugestões, mais de 40.

    Fonte: Câmara Municipal de São Paulo, 19/8/2022

A campanha de 2020, com o cabelo crespo natural que ela usava na época. Gravura do PautaBR redesenhada a partir de imagem de Fábio Felix (CC BY 3.0, via Wikimedia Commons).
A CPI da Violência contra Pessoas Trans e Travestis, em 2021. Gravura do PautaBR redesenhada a partir de foto da Intendência de Montevidéu (CC BY-SA 4.0), compartilhada sob a mesma licença.
Nas palavras dela
“Não serei tombada na política.”
Erika Hilton, 20/11/2020. Mesma entrevista à Alma Preta, ao falar do medo da violência política e citar o assassinato de Marielle Franco. Fonte: Alma Preta →
Capítulo 05 · 2022–2024

Deputada federal: a posse, a Frente LGBT e a liderança

Eleita com 256.903 votos, foi uma das duas primeiras mulheres trans a chegar à Câmara dos Deputados.

  1. 2/10/2022

    Eleita deputada federal com 256.903 votos

    Pelo PSOL de São Paulo, teve 256.903 votos. A Agência Câmara registra que ela e Duda Salabert (PSOL-MG) foram as duas primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara.

    Fonte: Brasil de Fato, 4/10/2026; Agência Câmara, 5/10/2026

  2. 1º/2/2023

    Toma posse na 57ª legislatura

    Os registros da Câmara marcam o início do exercício em 1º de fevereiro de 2023, dia da posse da legislatura.

    Fonte: Câmara dos Deputados, biografia e Dados Abertos (consulta de 29/10/2026)

  3. Mai/2023

    Secretaria da Mulher e Direitos Humanos

    Tornou-se titular da Secretaria da Mulher (4/5/2023) e foi 2ª vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial em 2023 e 2024.

    Fonte: Câmara dos Deputados, biografia e Dados Abertos (consulta de 29/10/2026)

  4. 19/9/2023

    Frente Parlamentar da Comunidade LGBTI+

    Criou a Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania e dos Direitos da Comunidade LGBTI+, que reuniu mais de 210 parlamentares da Câmara e do Senado.

    Fonte: Politize!, perfil de Erika Hilton; Wikipédia (pt), verbete Erika Hilton

  5. 16/1/2024

    Lei 14.821/2024: trabalho digno para a população em situação de rua

    O PL 2245/2023, de autoria dela, apresentado em abril de 2023, virou a Lei 14.821/2024 (DOU de 17/1/2024) e instituiu a Política Nacional de Trabalho Digno e Cidadania para a População em Situação de Rua.

    Fonte: Câmara dos Deputados, Dados Abertos: PL 2245/2023 (tramitação)

  6. Fev/2024

    Líder da Federação PSOL-Rede

    Foi líder da Federação PSOL-Rede na Câmara de fevereiro de 2024 a fevereiro de 2025. Integrou também o Grupo de Trabalho sobre regulamentação das redes sociais (junho a dezembro de 2024).

    Fonte: Câmara dos Deputados, biografia e Dados Abertos (consulta de 29/10/2026)

  7. 5/12/2024

    Carolina Maria de Jesus no Livro dos Heróis

    A Câmara aprovou e enviou ao Senado o PL 773/2024, de autoria dela, que inscreve a escritora Carolina Maria de Jesus no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Em 29/10/2026 o projeto seguia aguardando o Senado.

    Fonte: Câmara dos Deputados, Dados Abertos: PL 773/2024 (tramitação)

O plenário em dia de votação nominal. Cena ilustrativa.
Nas palavras dela
“Já dá para dizer: TRAVESTI PRETA ELEITA!”
Erika Hilton, 2/10/2022. Publicação no Twitter na noite em que foi eleita deputada federal, segundo a Alma Preta. Fonte: Alma Preta, 3/10/2022 →
Capítulo 06 · 2025

A PEC do fim da escala 6x1 e as votações de 2025

Em 2025 ela passou a encabeçar a campanha pela PEC que acabaria com a escala 6x1 e relatou ameaças de morte depois de um vídeo sobre o Pix.

  1. 19/1/2025

    Ameaças de morte após vídeo sobre o Pix

    Depois de publicar um vídeo sobre a fiscalização do Pix, relatou ameaças de morte recebidas pela internet e pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito. Segundo a assessoria, as mensagens partiram de perfis na rede X. Em julho de 2025, anunciou reunião com o diretor-geral da PF após novos ataques e vazamento de dados. O PautaBR não encontrou desfecho das investigações.

    Fonte: O Povo, 20/1/2025; Congresso em Foco, jan/2025; Diário do Grande ABC, jul/2025

  2. Nov/2024 – 25/2/2025

    A PEC do fim da escala 6x1

    Em novembro de 2024 ela passou a encabeçar a campanha por uma PEC que acabasse com a escala 6x1. A proposta dela foi protocolada com o número 8/2025 em 25/2/2025 e previa a jornada de 4 dias de trabalho por semana (modelo 4x3).

    Fonte: Correio Braziliense, nov/2024; Câmara dos Deputados, Dados Abertos: PEC 8/2025

  3. 16/9/2025

    Vota contra a PEC das prerrogativas

    Votou Não à PEC 3/2021, a chamada PEC da Blindagem, que mudava as prerrogativas parlamentares. A Câmara a aprovou em primeiro turno por 353 a 134.

    Fonte: Câmara dos Deputados, Dados Abertos: votação 2270800-135

  4. 10/12/2025

    Vota contra a dosimetria

    Votou Não ao substitutivo do PL 2162/2023, conhecido como PL da Dosimetria, aprovado por 291 a 148. O projeto original concedia anistia a participantes de manifestações de motivação política.

    Fonte: Câmara dos Deputados, Dados Abertos: votação 2358548-89

Os dois dias de descanso. Gravura redesenhada a partir de foto de Bruno Spada / Câmara dos Deputados (CC BY 3.0).
Nas palavras dela
“Não haverá nenhuma entrega a mais além da necessária que é dar ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso”
Erika Hilton, 20/5/2026. Entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, sobre as emendas da oposição à PEC do fim da escala 6x1. Fonte: Agência Brasil →
Capítulo 07 · 2026

A Comissão da Mulher, os tribunais e a emenda

Em 2026 ela presidiu a Comissão da Mulher, virou parte de processos de ambos os lados e viu a emenda do fim da 6x1 ser promulgada.

  1. 11/3/2026

    Eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

    Foi eleita com 11 votos e 10 em branco, substituindo Célia Xakriabá (PSOL-MG). É a primeira mulher trans a presidir a comissão. Deputadas da oposição, como Clarissa Tércio (PP-PE), criticaram a escolha; a deputada Erika Kokay (PT-DF) a defendeu.

    Fonte: Agência Câmara, 11/3/2026; CNN Brasil

  2. 11/8/2026

    Conselho de Ética mantém representação

    Por 10 votos a 5, o Conselho de Ética aprovou a admissibilidade de uma representação do partido Missão, protocolada em 11/3, por uma publicação dela no X que chamou de “imbeCIS” quem criticava. Não houve julgamento do mérito. A defesa, feita por Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), pediu o arquivamento e negou quebra de decoro. Erika Hilton chamou o processo de caça às bruxas. Em outubro o PautaBR não encontrou nova decisão.

    Fonte: Diário do Grande ABC (Estadão), 11/8/2026; SBT News; Correio da Manhã

  3. 26–27/5/2026

    Comissão especial e plenário aprovam a PEC

    A PEC 221/2019 foi aprovada na comissão especial por 34 a 4 e, em 27 de maio, no plenário: 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. Erika Hilton votou Sim nas duas votações.

    Fonte: Câmara dos Deputados, Dados Abertos: votações 2233802-401, -424 e -438

  4. 17/6 – 25/9/2026

    Direito de resposta no programa do Ratinho

    Em 17/6 a Justiça de São Paulo mandou o SBT exibir resposta dela a falas do apresentador Ratinho sobre sua identidade. Em 2/7 um desembargador suspendeu a ordem até o julgamento do recurso. Em agosto, a 3ª Câmara de Direito Privado do TJSP manteve a decisão por unanimidade e, em 25/9, o SBT exibiu a resposta, de cerca de 2 minutos. O SBT disse não comentar processos.

    Fonte: Congresso em Foco; Itatiaia; Metrópoles; Gazeta SP; Correio Braziliense (TV Prime), 26/9/2026

  5. 13/3/2026

    Ação do MPF contra Ratinho e o SBT

    O MPF ajuizou ação civil pública na Justiça Federal pedindo R$ 10 milhões por danos morais coletivos pelas falas de Ratinho. A juíza Clarides Rahmeier, de Porto Alegre, enviou o caso à conciliação. Não há decisão de mérito. O SBT disse rejeitar qualquer forma de discriminação.

    Fonte: Migalhas; Jovem Pan; TNH1; Bem Paraná

  6. 31/7/2026

    Toffoli rejeita queixa-crime de uma entidade

    O ministro Dias Toffoli, do STF, rejeitou a queixa-crime do Núcleo de Mulheres Fortes que Levantam Outras Mulheres (Petição 15716) contra ela por injúria, difamação e violência política de gênero. Ele entendeu que a entidade não tem legitimidade para processar em nome de mulheres indeterminadas, apontou falta de documentos e disse que as falas estão cobertas pela imunidade parlamentar.

    Fonte: Congresso em Foco, 4/8/2026; O Antagonista

  7. 14/10 – 16/10/2026

    Senado aprova e o Congresso promulga a EC 141

    O Senado aprovou a PEC em dois turnos em 14/10, por 75 votos a 1 em cada um. Em 16/10 o Congresso promulgou a Emenda Constitucional 141, que garante dois dias de descanso semanal remunerado, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas e tem transição de dois meses (42 horas) a 14 meses (40 horas). O texto aprovado é uma alternativa à PEC 221/2019 e à PEC 8/2025, de Erika Hilton, que foi arquivada.

    Fonte: Agência Câmara, 16/10/2026; Senado Notícias, 16/10/2026; Agência Brasil, out/2026

  8. Out/2026

    Condenação de André Fernandes por vídeo

    A 44ª Vara Cível de São Paulo condenou o deputado André Fernandes (PL) a pagar R$ 50 mil por danos morais a Erika Hilton por um vídeo publicado em maio e considerado transfóbico pelo juiz Guilherme Madeira Dezem. Fernandes alegou imunidade parlamentar, tese rejeitada. A sentença cabe recurso.

    Fonte: Diário do Nordeste, out/2026; Boca

O estúdio onde a resposta foi exibida em 25/9/2026. Cena ilustrativa.
O STF, onde tramitam as petições 15716 e a de Ratinho. Cena ilustrativa.
A promulgação da EC 141, em 16/10/2026. Gravura redesenhada a partir de foto de Lula Oficial (CC BY-SA 2.0), compartilhada sob a mesma licença.
Nas palavras dela
“não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande”
Erika Hilton, 11/3/2026. Discurso ao ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados. Na mesma fala: “Minha gestão tratará de todas as mulheres”. Fonte: Agência Câmara →
Nas palavras dela
“foi completamente contaminado por um discurso odioso”
Erika Hilton, 31/3/2026. Entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura (reportagem de 31/3/2026), sobre o debate em torno de sua presidência da Comissão da Mulher. Fonte: Folha de Pernambuco →
Nas palavras dela
“É OFICIAL: ACABOU A ESCALA 6x1! APROVADA A NOSSA PEC EM 2º TURNO NO SENADO”
Erika Hilton, 14/10/2026. Publicação no X na noite da aprovação da PEC no Senado. Fonte: A Tarde →
Capítulo 08 · 4/10/2026

1,6 milhão de votos

Reeleita pelo PSOL, ela se tornou a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados.

  1. 4/10/2026

    Reeleita com 1.596.472 votos

    Teve 1.596.472 votos em São Paulo no balanço final; na apuração de 99,99% das urnas o número era 1.596.383. Ficou em segundo no estado, atrás de Lucas Pavanato (PL), com cerca de 3,04 milhões, e foi a mulher mais votada da história da Câmara. O recorde anterior era de Joice Hasselmann, com 1.078.666 votos em 2018. Em 2022 ela tivera 256.903.

    Fonte: TRE-SP, out/2026; Agência Câmara, 5/10/2026; Brasil de Fato, 4/10/2026

  2. 4/10/2026

    Ameaça de morte no dia da votação

    No dia da eleição ela recebeu por e-mail uma ameaça de morte, às 10h26, registrou boletim de ocorrência e pediu investigação. Ela disse que as ameaças recorrentes contra ela e sua família não a calarão. O e-mail foi enviado por um serviço que dificulta o rastreamento.

    Fonte: Brasil de Fato, 4/10/2026

  3. 25/10/2026

    Segundo turno

    Em 4/10 ela disse que a vitória só seria completa com a reeleição do presidente Lula. O segundo turno foi em 25/10; o resumo do PautaBR sobre a eleição traz o resultado.

    Fonte: Brasil de Fato, 4/10/2026; PautaBR, A eleição de 2026

A Avenida Paulista ao entardecer. Gravura redesenhada a partir de foto de Vinicius Loures / Câmara dos Deputados (CC BY 3.0).
Nas palavras dela
“Essa vitória não é minha, é coletiva.”
Erika Hilton, 4/10/2026. Discurso publicado no Instagram após a reeleição com 1,6 milhão de votos. Fonte: Brasil de Fato →
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Da periferia ao plenário em 19 marcos.

  • 1992Vida · 9/12

    Nasce em Franco da Rocha

    Cresce em Francisco Morato, criada por mulheres da família.

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  • 2015Política

    A carteirinha de Itu

    Abaixo-assinado com 6.175 assinaturas e filiação ao PSOL.

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  • 2017Vida

    Entra na UFSCar

    Pedagogia (e Gerontologia), e o movimento estudantil.

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  • 2018Urna · 7/10

    Bancada Ativista

    Mandato coletivo elege Mônica Seixas na Alesp, com 149.844 votos.

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  • 2020Urna · 15/11

    Vereadora com 50.508 votos

    A primeira mulher trans na Câmara Municipal de São Paulo.

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  • 2021Política · set

    CPI da violência trans

    Instalada por iniciativa dela, que a presidiu.

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  • 2022Política · 19/8

    Relatório da CPI

    189 recomendações a 33 instituições.

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  • 2022Urna · 2/10

    Deputada federal

    256.903 votos; uma das duas primeiras mulheres trans eleitas.

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  • 2023Política · 1º/2

    Posse em Brasília

    Início da 57ª legislatura.

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  • 2023Política · 19/9

    Frente LGBTI+

    Mais de 210 parlamentares.

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  • 2024Lei · 16/1

    Lei 14.821/2024

    Trabalho digno para a população em situação de rua.

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  • 2025Política · 25/2

    PEC 8/2025

    Protocola a proposta da jornada 4x3.

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  • 2025Política · 16/9

    Vota contra a PEC da Blindagem

    Aprovada na Câmara em 1º turno por 353 a 134.

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  • 2026Política · 11/3

    Presidente da Comissão da Mulher

    11 votos e 10 em branco.

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  • 2026Política · 27/5

    Câmara aprova a PEC 221

    472 a 22 e 461 a 19.

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  • 2026Justiça · 11/8

    Conselho de Ética

    Admissibilidade por 10 a 5; mérito pendente.

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  • 2026Justiça · 25/9

    Direito de resposta no SBT

    Resposta exibida por ordem do TJSP.

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  • 2026Urna · 4/10

    Reeleita com 1,6 milhão

    A mulher mais votada da história da Câmara.

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  • 2026Lei · 16/10

    Emenda Constitucional 141

    Fim da escala 6x1 promulgado pelo Congresso.

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199219922026
Nas urnas

Três eleições e um salto de 50 mil para 1,6 milhão de votos.

Os votos dela em cada eleição que disputou como candidata individual. Entre 2020 e 2022 a votação foi multiplicada por mais de cinco; entre 2022 e 2026, por mais de seis.

50.508
2020Vereadora (São Paulo)6ª da cidade, 1ª entre as mulheres
×5,1256.903
2022Deputada federal (SP)9º lugar no estado
×6,21.596.472
2026Deputada federal (SP)2ª do estado; mulher mais votada da história da Câmara

Todas as colunas na mesma escala. 2020 foi eleição municipal (vereadora de São Paulo); 2022 e 2026, para a Câmara dos Deputados por São Paulo. Em 2018 ela integrou a Bancada Ativista, cuja cabeça de chapa teve 149.844 votos para a Alesp; esse total era do mandato coletivo e não está no gráfico. Fontes: Wikipédia (dados do TSE); O Povo, 17/11/2020; Brasil de Fato, 4/10/2026; Wikipédia (dados do TSE); TRE-SP; Agência Câmara, 5/10/2026; Brasil de Fato.

Na Câmara

O que ela propôs e como votou.

Projetos de lei, de lei complementar, de emenda constitucional e de decreto legislativo em que consta como autora e um recorte de votações nominais de plenário. Dados abertos da Câmara, consultados em 29 de outubro de 2026.

Proposições por ano

Primeira autoraCoautora
38
2023
34
2024
30
2025
25
2026

127 proposições (PL, PLP, PEC e PDL) em que consta como autora; 70 como primeira autora. 2026 vai até 29/10. Fonte: Dados Abertos da Câmara, consulta de 29/10/2026. Requerimentos e emendas ficam de fora.

O que aconteceu com elas

  • 2 viraram lei (Lei 14.821/2024 (primeira autora) e Lei 15.124/2025 (coautora))
  • 3 aprovadas na câmara, no senado (PL 773/2024, PLP 136/2024 e PLP 41/2026)
  • 119 em tramitação (inclui apensadas, aguardando relator e prontas para a pauta)
  • 3 arquivadas (entre elas a PEC 8/2025, absorvida pela PEC 221/2019)

Duas viraram lei: a 14.821/2024, de trabalho digno para a população em situação de rua (ela é a primeira autora), e a 15.124/2025, que combate a discriminação de gestantes e cuidadoras em processos seletivos de bolsas (coautora, com Célia Xakriabá como primeira signatária). A maior parte do restante aguarda relator ou tramita apensada a outro projeto.

Votações nominais selecionadas

DataVotaçãoVoto delaPlacar
7/7/2023PEC 45/2019: reforma tributária, 2º turnoSim375 × 113 · Aprovada
15/7/2025PEC 66/2023: precatórios dos municípios, 2º turnoNão367 × 97 · Aprovada
16/9/2025PEC 3/2021: blindagem, 1º turnoNão353 × 134 · Aprovada
1º/10/2025PL 1087/2025: isenção do IR, substitutivoSim493 × 0 · Aprovado
10/12/2025PL 2162/2023: dosimetria, substitutivoNão291 × 148 · Aprovado
16/12/2025PLP 108/2024: Comitê Gestor do IBS, substitutivo do SenadoSim330 × 104 · Aprovado
27/5/2026PEC 221/2019: fim da escala 6x1, 1º turnoSim472 × 22 · Aprovada
27/5/2026PEC 221/2019: fim da escala 6x1, 2º turnoSim461 × 19 · Aprovada

Placar da votação nominal indicada, sem contar abstenções e obstruções. Fonte: Dados Abertos da Câmara. A lista é uma seleção do PautaBR, não todas as votações da legislatura.

A PEC do fim da escala 6x1

Da proposta de 4x3 à Emenda Constitucional 141.

A proposta dela (PEC 8/2025, jornada 4x3) foi arquivada ao ser reunida à PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto que virou emenda é um substitutivo do relator Léo Prates (Republicanos-BA).

  • Comissão especial da Câmara26/5/2026
    34 × 4
  • Plenário da Câmara, 1º turno27/5/2026
    472 × 22
  • Plenário da Câmara, 2º turno27/5/2026
    461 × 19
  • CCJ do Senado2/9/2026
    votação simbólica; 4 senadores contra
  • Plenário do Senado, 1º turno14/10/2026
    75 × 1
  • Plenário do Senado, 2º turno14/10/2026
    75 × 1

Em verde, votos Sim; em carmim, Não. Fontes: Dados Abertos da Câmara (votações 2233802-401, -424 e -438) e Agência Câmara e Senado Notícias (CCJ e plenário do Senado, com promulgação em 16/10/2026).

Nos tribunais e na Câmara

Sete casos e o estado de cada um em 29 de outubro de 2026.

Cada cartão traz o órgão, se ela é a parte ofendida ou a acusada, a última decisão ou andamento que o PautaBR encontrou em fonte aberta, a resposta dela e a fonte. “Sem desfecho localizado” quer dizer que não achamos decisão posterior, não que o caso tenha acabado.

7 casos · arraste ou use as setas

  • Câmara dos DeputadosEm curso
    Ela é a parte acusada

    Conselho de Ética: publicação “imbeCIS”

    Representação do partido Missão, de 11/3/2026, pede a cassação por quebra de decoro por uma publicação no X.

    Última decisão ou andamentoAdmissibilidade aprovada por 10 a 5 em 11/8/2026; relator Cabo Gilberto Silva (PL). Sem avaliação do mérito. Uma segunda representação, do Novo (14/3), não tem desfecho nas fontes.
    Resposta delaA defesa pediu o arquivamento e negou quebra de decoro; ela chamou o processo de caça às bruxas e disse que a frase foi tirada de contexto.

    Fonte: Diário do Grande ABC, 11/8/2026; SBT News; Correio da Manhã

  • STF (Toffoli)Encerrado
    Ela é a parte acusada

    Pet 15716: queixa-crime do Núcleo de Mulheres Fortes

    Queixa por injúria, difamação e violência política de gênero com base em publicações e falas na Comissão da Mulher.

    Última decisão ou andamentoRejeitada em 31/7/2026: ilegitimidade da entidade, falta de documentos e imunidade parlamentar. As fontes não informam recurso.
    Resposta delaNão houve manifestação de mérito dela nas fontes; a decisão é do ministro.

    Fonte: Congresso em Foco, 4/8/2026; O Antagonista

  • STF (Toffoli)Sem desfecho localizado
    Ela é a parte acusada

    Pedido de explicações de Ratinho

    O apresentador pediu que ela explique a quem se referia numa publicação de março. Antes, pedido semelhante tramitou no TJDFT.

    Última decisão ou andamentoRelator sorteado em 16/6/2026. Sem decisão nas fontes; a assessoria dela diz que não foi notificada e espera o arquivamento.
    Resposta delaA assessoria afirma que a parlamentar não foi notificada e acredita que a ação será arquivada.

    Fonte: Metrópoles, 17/6/2026; Revista Oeste

  • TJSPEncerrado
    Ela é a parte ofendida

    Direito de resposta no SBT

    Falas de Ratinho em 11/3/2026 de que ela não seria mulher e não deveria presidir a Comissão da Mulher.

    Última decisão ou andamento17/6: juiz André Della Latta Cartaxo manda exibir a resposta; 2/7: efeito suspensivo; 16/8: 3ª Câmara de Direito Privado mantém, por unanimidade; 25/9: SBT exibe cerca de 2 minutos.
    Resposta delaO SBT alegou que direito de resposta só vale para conteúdo jornalístico e disse que não comenta processos; o tribunal rejeitou a tese.

    Fonte: Congresso em Foco; Itatiaia; Metrópoles; Gazeta SP; Correio Braziliense (TV Prime), 26/9/2026

  • Justiça Federal (Porto Alegre)Em curso
    Ela é a parte ofendida

    Ação civil pública do MPF contra Ratinho e o SBT

    O MPF pede R$ 10 milhões por danos morais coletivos, a retirada do episódio e a retratação pública.

    Última decisão ou andamentoAjuizada em 13/3/2026; a juíza Clarides Rahmeier enviou o caso à conciliação. Sem decisão de mérito.
    Resposta delaO SBT disse rejeitar qualquer discriminação e preconceito.

    Fonte: Migalhas; Jovem Pan; TNH1; Bem Paraná

  • TJSP, 44ª Vara CívelEm curso
    Ela é a parte ofendida

    Ação contra o deputado André Fernandes

    Vídeo publicado em maio de 2026 considerado transfóbico, depois de embate na Câmara sobre a 6x1.

    Última decisão ou andamentoCondenado a pagar R$ 50 mil por danos morais (sentença assinada em 5/10/2026) e retirada do vídeo. Cabe recurso; não há notícia de recurso.
    Resposta delaFernandes alegou imunidade parlamentar; o juiz tratou a postagem como ato separado e rejeitou a tese.

    Fonte: Diário do Nordeste, out/2026; Boca

  • Polícia Federal e polícia civilSem desfecho localizado
    Ela é a parte ofendida

    Ameaças de morte

    Ameaças após vídeo sobre o Pix (jan/2025) e por e-mail no dia da eleição (4/10/2026), com boletim de ocorrência.

    Última decisão ou andamentoPedido de inquérito à PF em 19/1/2025 e boletim de ocorrência em 4/10/2026. Nenhuma fonte informa identificação ou prisão de responsáveis.
    Resposta delaEla disse que ameaças recorrentes contra ela e a família não a calarão.

    Fonte: O Povo, 20/1/2025; Brasil de Fato, 4/10/2026

Fontes e método

De onde vem cada dado.

A cronologia parte da biografia na Câmara dos Deputados e na Wikipédia e a confirma, quando possível, em dados abertos da Câmara, na Agência Câmara, no Senado Notícias, na Agência Brasil e em reportagens de veículos identificados. Fato controverso ou jurídico só entra com pelo menos duas fontes; onde só há uma, o texto diz isso. Onde as fontes divergem (a idade em que saiu de casa, os totais de votos de 2026, o ranking de 2020), o texto registra a divergência. Onde só uma fonte traz o dado e ele é grave, ele fica de fora.

Os dados de projetos e votos vêm da API de Dados Abertos da Câmara (proposições, autores, tramitações e votos nominais), consultada em 29/10/2026. “Autora” inclui coautoria. As aspas são literais e foram conferidas no texto das páginas indicadas; cada uma traz data, contexto e link. Citações de redes sociais foram tiradas da reportagem que as reproduz.

As ilustrações são gravuras originais do PautaBR, criadas com ferramenta de imagem generativa a partir de fotografias livres de cada época (lista abaixo). As feições são estilizadas. As cenas da infância e da família são ilustrativas e não mostram pessoas reais; nas da EJA e da UFSCar as feições seguem uma foto de 2019, porque não há fotos públicas dela nessas fases, e o cenário da UFSCar parte de fotos do campus. As gravuras baseadas em fotos CC BY-SA são compartilhadas sob a mesma licença.

Pendências conhecidas: mérito da representação no Conselho de Ética, decisão sobre o pedido de Ratinho no STF, andamento da ação do MPF e recurso de André Fernandes. O especial será atualizado quando houver fonte.

Fotos usadas como referência

  • Capa e fechamento (tribuna, 9/7/2025): Vinicius Loures / Câmara dos Deputados, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.
  • Campanha de 2020: Fábio Felix, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.
  • Bancada Ativista, EJA e UFSCar (foto de 2019): Mídia Ninja, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.
  • CPI da violência trans (2021): Intendência de Montevidéu, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
  • Posse (1º/2/2023): Câmara dos Deputados, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.
  • Comissão da Mulher e PEC 6x1 (2026): Bruno Spada / Câmara dos Deputados, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.
  • Capa, promulgação, reeleição e fechamento (retrato de 2025): Lula Oficial, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.
  • Campus da UFSCar (portal): Lukaskk, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.
  • Campus da UFSCar (prédios, 2018): Sturm, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
  • Reeleição (2023): Vinicius Loures / Câmara dos Deputados, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.
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