MPF pede à Justiça que barre bloqueios e restrições da Meta nas eleições
Telas de celular com aplicativos de redes sociais da Meta
O Ministério Público Federal ajuizou na quarta-feira (21), na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, uma ação civil pública com pedido de urgência para barrar bloqueios, suspensões de contas e restrições de alcance promovidos pela Meta no Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads. Em outra frente, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão enviou uma recomendação à empresa.
A ação trata de denúncias de Ctrl+Z, Artigo 19, Conectas e Sleeping Giants Brasil, que apontam bloqueio de conteúdos políticos pró-Lula e contra Flávio. A Agência Pública mostrou ainda que perfis foram derrubados sob acusação de terrorismo e nudez sem haver conteúdo nesse sentido.
O MPF pede o restabelecimento imediato de contas, páginas e conteúdos afetados, a proibição do uso exclusivo de algoritmos nas decisões de bloqueio e a revisão por equipes humanas, com multa diária de R$ 500 mil por conta afetada em caso de descumprimento. Segundo o órgão, as restrições foram operadas por algoritmos, sem notificação clara nem canal efetivo de contestação.
(Fonte: Agência Pública — https://apublica.org/2026/10/meta-eleicoes-ministerio-publico-quer-barrar-bloqueios-nas-redes/)

