Líder empresarial alemão critica protecionismo e defende pragmatismo nas relações China-UE

Bandeiras da União Europeia e da China lado a lado, simbolizando as tensas relações comerciais entre os blocos discutidas por líderes empresariais alemães
Um importante líder empresarial alemão defendeu que a Alemanha e a União Europeia devem priorizar a resolução de seus próprios desafios econômicos estruturais, em vez de recorrer ao protecionismo como resposta à crescente competitividade da China no mercado global. A declaração ocorre em meio ao acirramento do debate europeu sobre tarifas e políticas comerciais voltadas a produtos chineses, especialmente no setor de veículos elétricos.
Michael Schumann, presidente do Conselho da Associação Federal Alemã para o Desenvolvimento Econômico e o Comércio Exterior, enfatizou a necessidade de distinguir competição legítima de práticas comerciais desleais, defendendo uma abordagem mais equilibrada e baseada no diálogo entre os blocos. A posição reflete a dependência histórica da indústria alemã — especialmente a automotiva — do mercado consumidor chinês.
O posicionamento tensiona a narrativa protecionista que vem ganhando força em Bruxelas e em alguns governos europeus, e evidencia a divisão interna na Europa sobre como lidar com a ascensão econômica da China. Para o Brasil, o debate é relevante, pois políticas comerciais entre os dois maiores blocos econômicos do mundo impactam diretamente cadeias produtivas e fluxos de exportação brasileiros. (Fonte: Brasil 247 / Xinhua)


