Bolsa sobe 7,7% após 1º turno: mercado comemora possível volta de Bolsonaro

Painel eletrônico da B3 exibindo alta histórica de 7,7% na Bolsa de Valores brasileira no dia seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, com o índice acima de 206 mil pontos
Na segunda-feira seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais, a Bolsa de Valores brasileira registrou alta histórica de 7,7%, fechando em 206.904 pontos — superando pela primeira vez a barreira dos 200 mil pontos. O dólar recuou 4,1%, aproximando-se de R$ 5, enquanto o fundo de ações brasileiras negociado em Nova York chegou a disparar mais de 10% logo após a divulgação dos resultados parciais.
A razão para a euforia dos mercados financeiros não é mistério: Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47% dos votos válidos, contra 45,2% do ex-presidente Lula, levando investidores a precificarem como provável cenário a vitória bolsonarista no segundo turno. A mídia hegemônica, segundo análise do The Intercept Brasil, foi explícita ao associar o otimismo do mercado à perspectiva de um governo alinhado aos interesses do capital financeiro.
A reportagem do The Intercept questiona a narrativa celebratória ao destacar que a 'empolgação do mercado' historicamente corresponde à expectativa de retrocessos trabalhistas, previdenciários e sociais — ou seja, à possível perda de direitos conquistados pela população trabalhadora. O dado macroeconômico positivo, portanto, esconde um projeto político de aprofundamento da desigualdade. (Fonte: The Intercept Brasil — https://www.intercept.com.br/2026/10/16/alta-bolsa-valores-empolgacao-perda-direitos/)


