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Bancada indígena encolhe no Congresso e lideranças temem desmonte de direitos

Agência Pública·
Ilustração representando lideranças indígenas em frente ao Congresso Nacional com expressão de resistência, simbolizando a luta pela manutenção de direitos frente ao avanço de bancadas contrárias às pautas originárias

Ilustração representando lideranças indígenas em frente ao Congresso Nacional com expressão de resistência, simbolizando a luta pela manutenção de direitos frente ao avanço de bancadas contrárias às pautas originárias

Os cinco partidos com maior histórico de votações contrárias aos povos indígenas — PL, PP, Republicanos, União Brasil e MDB — somarão 53 cadeiras no Senado Federal a partir de 2027, segundo levantamento da plataforma do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O avanço dessas bancadas no parlamento representa uma ameaça concreta às políticas de demarcação de terras e proteção de comunidades originárias conquistadas nas últimas décadas.

Bancadas anti-indígenas dominam Senado e ameaçam direitos originários

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, consolidou a maior bancada do Congresso Nacional com 121 deputados federais eleitos, reforçando o bloco ruralista e anti-indigenista na Câmara. A diminuição da representação indígena nas duas casas legislativas deixa lideranças e organizações em alerta máximo para o período que se aproxima, com risco de retrocessos em marcos legais fundamentais.

Entidades como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) já anunciam estratégias de resistência e mobilização para o próximo ciclo legislativo. A Agência Pública, que assina a investigação, destaca que o cenário pós-eleição 2026 pode ser o mais adverso para os direitos indígenas desde a promulgação da Constituição de 1988. (Fonte: Agência Pública — https://apublica.org/2026/10/bancada-indigena-diminui-no-congresso-e-liderancas-se-preparam-para-desmonte-e-retrocesso/)

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