Cotado para Fazenda de Flávio Bolsonaro: corte de gastos não resolve problema fiscal

Economista Marcelo Kayath, cotado para o Ministério da Fazenda em eventual governo Flávio Bolsonaro, fala sobre política fiscal brasileira em Brasília
O economista Marcelo Kayath, apontado como possível ministro da Fazenda em um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta quarta-feira que o ajuste fiscal brasileiro não pode depender exclusivamente de cortes de gastos. Para ele, a chamada 'parada de arrumação' é apenas uma etapa transitória, e não uma solução estrutural para as contas públicas do país.
Kayath sustentou que o verdadeiro motor do equilíbrio fiscal é o crescimento econômico, sinalizando uma visão que se distancia do receituário mais ortodoxo associado à ala liberal da direita brasileira. A declaração ganha peso político ao ser feita por alguém posicionado no núcleo técnico de uma pré-candidatura presidencial ainda em construção.
A declaração ocorre em meio ao debate nacional sobre o arcabouço fiscal e as perspectivas econômicas para o pós-2026, evidenciando que mesmo dentro do campo bolsonarista há divergências sobre a melhor estratégia para estabilizar as finanças públicas sem comprometer a retomada do crescimento. (Fonte: Brasil 247 / Reuters, 7 out. 2025)


