Cármen Lúcia rejeita 'deepfake do bem' e defende rigor contra IA nas eleições

Ministra Cármen Lúcia do STF em sessão oficial, relatora da resolução do TSE que proibiu o uso de deepfakes nas eleições brasileiras
A ministra do STF Cármen Lúcia rejeitou categoricamente a existência de deepfakes benéficos na política, comparando o uso de inteligência artificial para simular falas de pessoas à famosa fotografia manipulada do presidente eleito Tancredo Neves cercado por médicos, em março de 1985. A declaração reforça a posição da magistrada como relatora da resolução do TSE de 2024 que proibiu o uso de deepfakes no processo eleitoral brasileiro.
Para Cármen Lúcia, qualquer manipulação digital de imagem ou voz de figuras públicas representa uma ameaça direta à integridade democrática, independentemente da intenção declarada por quem a produz. A comparação histórica com o caso Tancredo evidencia como a desinformação visual pode impactar profundamente a percepção pública em momentos políticos cruciais, distorcendo a realidade e manipulando o eleitorado.
A posição da ministra ganha peso especial às vésperas do ciclo eleitoral de 2026, quando o uso de ferramentas de IA generativa tende a se intensificar nas disputas políticas. A decisão do TSE, da qual Cármen Lúcia foi relatora, consolida o Brasil como um dos países com legislação eleitoral mais rigorosa sobre o tema no mundo. (Fonte: Brasil 247 / Folha de São Paulo)


