Semana de 4 dias avança no Congresso e FIESP lidera resistência patronal

Trabalhadores em linha de produção industrial com relógio ao fundo simbolizando debate sobre redução da jornada de trabalho no Brasil
A redução da jornada de trabalho no Brasil ganha força no Congresso Nacional, com a proposta de garantir dois dias de folga semanais aos trabalhadores prestes a ser votada. Pesquisas apontam amplo apoio popular à medida, que representa uma das mais significativas reformas trabalhistas em décadas e pode beneficiar milhões de brasileiros. A iniciativa retoma um debate histórico sobre distribuição do tempo produtivo e qualidade de vida da classe trabalhadora.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) saiu publicamente contra a proposta, classificando-a como populista e eleitoralista. A entidade patronal defende o adiamento da votação para após as eleições, argumentando que o tema exige maior debate — posição criticada por setores progressistas que apontam contradição entre patrões que controlam seus próprios horários e se opõem à autonomia dos trabalhadores.
O embate expõe a tensão estrutural entre capital e trabalho no Brasil, onde a jornada semanal de 44 horas ainda vigora desde a Constituição de 1988. Defensores da redução argumentam que menos horas por trabalhador pode gerar mais empregos formais, reduzindo o desemprego e ampliando o consumo interno. O debate promete dominar o plenário nas próximas semanas. (Fonte: Brasil 247 — https://www.brasil247.com/blog/trabalhar-menos-para-trabalhar-todos/)


