Política

Como o Quênia abriu as portas para as Big Techs longe dos olhos da população

Agência Pública·
Ilustração representando a sede de grandes empresas de tecnologia ao fundo e a silhueta do mapa do Quênia em primeiro plano, simbolizando a influência das Big Techs sobre governos africanos

Ilustração representando a sede de grandes empresas de tecnologia ao fundo e a silhueta do mapa do Quênia em primeiro plano, simbolizando a influência das Big Techs sobre governos africanos

Uma investigação transnacional revelou como o governo do Quênia, sob a presidência de William Ruto, estabeleceu relações privilegiadas com grandes empresas de tecnologia sem transparência para a população. O caso veio à tona quando uma empresa terceirizada da Meta, processada no país, recorreu diretamente ao chefe de Estado para resolver a disputa, evidenciando a influência das Big Techs sobre instâncias máximas do poder político africano.

Acordos secretos entre governo queniano e Big Techs deixam população no escuro

A reportagem integra a série 'Mão Invisível das Big Techs', investigação transnacional liderada pela Agência Pública e pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), com apoio do Pulitzer Center. O ponto de partida foi o caso do ex-moderador de conteúdo do Facebook Daniel, demitido em meio a um processo judicial que expôs as condições precárias de trabalho em operações terceirizadas das plataformas no continente africano.

O padrão identificado no Quênia levanta alertas sobre a ausência de regulação democrática das Big Techs no Sul Global, onde acordos entre governos e corporações digitais costumam ser firmados sem participação ou conhecimento da sociedade civil. A investigação conecta esse fenômeno a dinâmicas similares observadas na América Latina, reforçando a dimensão global do problema. (Fonte: Agência Pública — https://apublica.org/2026/10/governo-do-quenia-abre-as-portas-para-as-big-techs-e-populacao-nao-tem-acesso-a-acordos/)

#BigTechs #Meta #Quênia #MãoInvisível #RegulacaoDigital
Compartilhar