Ex-funcionário do McDonald's expõe o que é ganhar por hora, modelo de Flávio Bolsonaro

Ilustração de trabalhador de fast-food em uniforme segurando bandeja, com relógio e cifrão ao fundo, simbolizando o debate sobre pagamento por hora no Brasil
Em meio ao acalorado debate sobre o fim da escala 6×1, o relato viral de Diego Salgado, ex-trabalhador do McDonald's, acende um alerta sobre o modelo de pagamento por hora defendido por Flávio Bolsonaro (PL) como alternativa à redução da jornada de trabalho sem corte de salários. O depoimento, amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra na prática as consequências que essa proposta pode ter para trabalhadores de baixa renda.
Salgado contou que trabalhou na rede de fast-food em 2001 com carteira assinada e em regime 6×1, recebendo conforme as horas efetivamente trabalhadas. O relato evidencia como o pagamento por hora pode fragilizar a renda do trabalhador, expondo-o a variações salariais imprevisíveis e ao poder discricionário do empregador na definição das escalas — uma realidade que o debate político em torno da reforma trabalhista frequentemente ignora.
A repercussão do caso amplia a pressão sobre parlamentares e pré-candidatos que defendem modelos flexíveis de contratação sem garantias salariais. A proposta de Flávio Bolsonaro, apresentada como modernização das relações de trabalho, é vista por críticos e movimentos sindicais como um retrocesso que aprofunda a precarização — especialmente para trabalhadores do setor de serviços e alimentação. (Fonte: Revista Fórum)


