Zema promete perdoar condenados do 8 de Janeiro se eleito presidente

Romeu Zema, candidato à Presidência pelo partido Novo, durante sabatina na TV Globo, ao fundo estúdio com iluminação azul e logotipo da emissora
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) radicalizou seu discurso ao declarar, durante sabatina na TV Globo nesta segunda-feira (24), que perdoaria parte dos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que, em sua avaliação, apenas quem executou diretamente ações criminosas deveria ser responsabilizado, ignorando a jurisprudência consolidada sobre cumplicidade e participação em crimes coletivos.
A declaração representa uma ruptura com o ordenamento jurídico brasileiro e coloca Zema em rota de colisão direta com o Supremo Tribunal Federal, que conduziu os julgamentos dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. A postura do candidato sinaliza um alinhamento explícito com a narrativa bolsonarista de perseguição política, buscando capturar o eleitorado do ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível até 2030.
A promessa levanta sérias questões constitucionais, já que um eventual perdão presidencial esbarraria em limitações legais e poderia configurar interferência política no Judiciário. Especialistas em direito constitucional alertam que a fala de Zema normaliza o discurso antidemocrático e pode representar um incentivo a futuras tentativas de ruptura institucional no Brasil. (Fonte: Revista Fórum — https://revistaforum.com.br/politica/zema-golpistas-8-janeiro/)


