Economia

Do Pix ao Drex: como o Brasil está deixando o dinheiro físico para trás

Revista Fórum·
Ilustração conceitual mostrando a transição do dinheiro físico para pagamentos digitais no Brasil, com símbolo do Pix e representação da moeda digital Drex ao fundo

Ilustração conceitual mostrando a transição do dinheiro físico para pagamentos digitais no Brasil, com símbolo do Pix e representação da moeda digital Drex ao fundo

Uma transformação silenciosa redesenhou o comportamento financeiro dos brasileiros em apenas cinco anos. O uso de dinheiro em espécie despencou de 43% em 2019 para apenas 6% em 2024, enquanto o Pix consolidou-se como hábito nacional, presente no cotidiano de milhões de pessoas de todas as classes sociais.

Dinheiro físico caiu de 43% para 6% em apenas cinco anos no Brasil

O fenômeno levanta questões estruturais sobre soberania monetária, exclusão financeira e vigilância de dados. Enquanto a digitalização do dinheiro avança, parcelas vulneráveis da população — idosos, trabalhadores informais e residentes em zonas sem conectividade — ainda dependem do papel-moeda para sobreviver, revelando uma fratura social que o entusiasmo tecnológico tende a obscurecer.

No horizonte, o Drex — moeda digital do Banco Central — promete ir além do Pix, programando transações e integrando contratos inteligentes. Especialistas debatem os riscos de rastreabilidade total e concentração de poder sobre o sistema financeiro, enquanto o Estado e o mercado disputam a narrativa sobre quem ganha e quem perde nessa nova arquitetura monetária. (Fonte: Revista Fórum — https://revistaforum.com.br/economia/o-pix-vai-acabar-com-o-dinheiro-e-o-drex-vai-acabar-com-o-pix/)

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