Gigantes da IA compram e destroem livros para treinar modelos, diz coalizão

Pilha de livros físicos ao lado de um servidor de dados, simbolizando a digitalização e destruição de acervos literários por empresas de inteligência artificial
Uma coalizão de grupos da sociedade civil estadunidense denunciou uma prática alarmante adotada por grandes empresas de inteligência artificial: a compra em massa, digitalização e destruição de livros físicos para uso no treinamento de seus modelos. A denúncia foi formalizada em carta à Comissão Federal de Comércio (FTC), pedindo abertura de investigação federal sobre as práticas das gigantes do setor.
As organizações alertam para os riscos concretos à preservação do patrimônio literário e cultural da humanidade. Além da perda irreversível de artefatos históricos, a coalizão aponta para o que descreve como uma tentativa de monopolização do conhecimento — processo pelo qual corporações privadas passariam a controlar, de forma exclusiva, o acesso a vastos acervos da produção intelectual humana.
O caso expõe uma tensão crescente entre o avanço acelerado da indústria de IA e a proteção de bens culturais comuns. Especialistas e ativistas alertam que, sem regulação adequada, o lucro privado poderá se sobrepor ao interesse público, comprometendo o acesso democrático ao conhecimento para as gerações futuras. (Fonte: Revista Fórum)


