Justiça

Presidente do STM critica Judiciário na ditadura: 'atuação foi a pior possível'

Brasil 247·
Ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, durante aula magna na PUC-SP, onde criticou a omissão do Judiciário brasileiro durante a ditadura militar de 1964

Ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, durante aula magna na PUC-SP, onde criticou a omissão do Judiciário brasileiro durante a ditadura militar de 1964

A ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), fez uma avaliação contundente sobre o papel do Poder Judiciário durante a ditadura militar brasileira, afirmando que sua atuação foi a 'pior possível'. As declarações foram feitas durante aula magna na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), dirigida a estudantes de direito.

Presidente do STM assume: Judiciário foi cúmplice da ditadura militar

Segundo a ministra, as instituições de Justiça não ofereceram qualquer resistência ao regime instaurado em 1964, representando uma falha histórica e institucional de grande magnitude. A autocrítica vinda de uma das mais altas autoridades da Justiça Militar brasileira tem peso simbólico significativo, especialmente em um momento de intenso debate sobre memória, verdade e reconciliação no país.

As declarações reacendem o debate sobre a responsabilidade das instituições jurídicas no período autoritário e sua postura frente às violações de direitos humanos cometidas pelo regime militar. Especialistas e movimentos de direitos humanos há décadas apontam a cumplicidade do Judiciário com a ditadura como um nó ainda não completamente enfrentado pelo Estado brasileiro. (Fonte: Brasil 247 / Folha de São Paulo)

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