Metade dos mais pobres cresceu sem o pai, mas valoriza paternidade compartilhada

Ilustração representando uma criança sozinha em ambiente doméstico simples, simbolizando a ausência paterna nas classes D e E do Brasil
Uma pesquisa do Instituto Locomotiva revela que metade dos brasileiros das classes D e E cresceu sem conviver com a figura paterna durante a infância e a adolescência. O dado expõe uma realidade de ausência paterna que afeta de forma desproporcional as camadas mais vulneráveis da população brasileira.
Ao mesmo tempo, o levantamento aponta uma transformação cultural relevante: mesmo entre aqueles que não tiveram a presença do pai, há um reconhecimento crescente de que mães e pais devem compartilhar igualmente o cuidado, o afeto e a formação emocional dos filhos. A percepção indica uma ruptura com modelos tradicionais de paternidade distante.
Os dados reforçam o debate sobre desigualdade social e estrutura familiar no Brasil, evidenciando como a pobreza e a ausência paterna se entrelaçam historicamente. A pesquisa abre espaço para políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares nas comunidades mais carentes. (Fonte: Brasil 247 / Instituto Locomotiva, via UOL)


