Gênero & raça

Há 90 anos, Jesse Owens humilhava o nazismo com seu 4º ouro em Berlim

Brasil 247·
Velocista negro Jesse Owens em posição de largada durante os Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, com a swástica nazista ao fundo nas arquibancadas, simbolizando sua histórica resistência ao racismo do regime

Velocista negro Jesse Owens em posição de largada durante os Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, com a swástica nazista ao fundo nas arquibancadas, simbolizando sua histórica resistência ao racismo do regime

Em 9 de agosto de 1936, o velocista negro norte-americano Jesse Owens conquistava sua quarta medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Berlim, encerrando uma das participações individuais mais extraordinárias da história olímpica. Aos 22 anos, ele cruzou a linha de chegada no revezamento 4x100 metros ao lado de seus companheiros de equipe, selando um feito que ecoaria por décadas.

Jesse Owens venceu o nazismo com quatro ouros em Berlim

O significado político e racial do triunfo transcendeu em muito as pistas de atletismo. Owens venceu no coração da Alemanha nazista, diante de um regime que proclamava abertamente teorias de supremacia da raça ariana — e o fez de forma incontestável, com quatro medalhas de ouro. Adolf Hitler recusou-se a cumprimentá-lo publicamente, mas foi Owens quem deixou Berlim como símbolo universal de resistência à barbárie racista.

Nove décadas depois, a memória de Jesse Owens permanece como referência histórica na luta antirracista e contra regimes autoritários. Sua vitória atlética foi também uma vitória política e humana, reafirmando que a dignidade e a excelência de pessoas negras não poderiam ser apagadas por ideologias de ódio — lição que segue urgente no mundo contemporâneo. (Fonte: Brasil 247 — https://www.brasil247.com/historia/ha-90-anos-jesse-owens-conquistava-seu-quarto-ouro-em-berlim-e-desafiava-o-racismo-nazista/)

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