Há 90 anos, Jesse Owens humilhava o nazismo com seu 4º ouro em Berlim

Velocista negro Jesse Owens em posição de largada durante os Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, com a swástica nazista ao fundo nas arquibancadas, simbolizando sua histórica resistência ao racismo do regime
Em 9 de agosto de 1936, o velocista negro norte-americano Jesse Owens conquistava sua quarta medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Berlim, encerrando uma das participações individuais mais extraordinárias da história olímpica. Aos 22 anos, ele cruzou a linha de chegada no revezamento 4x100 metros ao lado de seus companheiros de equipe, selando um feito que ecoaria por décadas.
O significado político e racial do triunfo transcendeu em muito as pistas de atletismo. Owens venceu no coração da Alemanha nazista, diante de um regime que proclamava abertamente teorias de supremacia da raça ariana — e o fez de forma incontestável, com quatro medalhas de ouro. Adolf Hitler recusou-se a cumprimentá-lo publicamente, mas foi Owens quem deixou Berlim como símbolo universal de resistência à barbárie racista.
Nove décadas depois, a memória de Jesse Owens permanece como referência histórica na luta antirracista e contra regimes autoritários. Sua vitória atlética foi também uma vitória política e humana, reafirmando que a dignidade e a excelência de pessoas negras não poderiam ser apagadas por ideologias de ódio — lição que segue urgente no mundo contemporâneo. (Fonte: Brasil 247 — https://www.brasil247.com/historia/ha-90-anos-jesse-owens-conquistava-seu-quarto-ouro-em-berlim-e-desafiava-o-racismo-nazista/)


