Literatura da Maioria Global: o desafio de superar 500 anos de eurocentrismo

Ilustração representando livros e escrita de diferentes culturas do Sul Global, com símbolos e grafias da África, Ásia e América Latina ao fundo, evocando diversidade literária e resistência cultural
O eurocentrismo, como sistema de dominação cultural e epistêmica, está em guerra contra os povos do mundo há mais de cinco séculos. Do período colonial à consolidação do capitalismo ocidental, essa hegemonia moldou não apenas economias e territórios, mas também as narrativas, os cânones literários e as formas de produção de conhecimento que chegaram a ser consideradas universais.
A chamada Maioria Global — povos da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio — vem construindo, na resistência e na afirmação de suas identidades, uma literatura própria, não eurocêntrica, que desafia os parâmetros impostos pelo Ocidente. Essa produção literária é ao mesmo tempo ato político e cultural: reivindica outras cosmologias, outras histórias e outras formas de narrar o mundo.
O debate sobre a literatura da Maioria Global ganha força no Brasil em um momento em que a descolonização do pensamento é pauta crescente nas universidades, nos movimentos sociais e nas políticas culturais. Reconhecer e valorizar essas vozes é também um ato de justiça histórica contra séculos de apagamento sistemático. (Fonte: Brasil 247 — https://www.brasil247.com/blog/a-nao-eurocentrica-literatura-da-maioria-global/)


