Uma fiscal sozinha tenta salvar o Parque Nacional do Pau-Brasil do crime

Agente ambiental feminina em área de Mata Atlântica densa no sul da Bahia, representando a fiscalização solitária do Parque Nacional do Pau-Brasil
Na chamada 'Costa do Descobrimento', no sul da Bahia, a imagem vendida ao turismo esconde um mapa de conflitos ambientais e territoriais de alta complexidade. Por trás das praias paradisíacas de Trancoso e Caraíva, o Parque Nacional do Pau-Brasil enfrenta pressões crescentes de desmatamento, grilagem e crime organizado.
A reportagem da Agência Pública revela que a unidade de conservação conta com apenas uma fiscal para proteger toda a área, expondo o crônico sucateamento dos órgãos ambientais federais. A situação coloca em risco um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do extremo sul baiano, bioma com menos de 12% de cobertura original no país.
A região também é palco histórico de disputas territoriais entre povos indígenas e fazendeiros, conflito que se intensifica com a chegada de novos atores ligados ao agronegócio e ao turismo de luxo. O caso exemplifica como o abandono institucional de áreas protegidas alimenta ciclos de violência, degradação ambiental e violação de direitos territoriais. (Fonte: Agência Pública — https://apublica.org/2026/07/com-apenas-uma-fiscal-parque-do-pau-brasil-e-devorado-em-silencio/)


