Professora demitida por indicar livro fala sobre 'dor da censura'

Capa do livro Olhos D'Água, de Conceição Evaristo, sobre fundo que remete a uma sala de aula, simbolizando o debate sobre censura literária e racismo no ambiente escolar brasileiro
Uma professora demitida após indicar o livro 'Olhos D'Água', da escritora negra Conceição Evaristo, concedeu entrevista à Agência Pública em que descreve a experiência como uma 'dor da censura' — e celebrou o fato de a obra integrar uma biblioteca internacional organizada pela cantora Dua Lipa, dedicada a reunir livros proibidos ou censurados ao redor do mundo.
O caso expõe o avanço do conservadorismo sobre o ambiente escolar brasileiro, onde educadores têm sido alvo de demissões e perseguições por adotarem literatura de autoras negras e periféricas em sala de aula. A obra de Conceição Evaristo, referência central da literatura afro-brasileira, foi tratada como inadequada em contexto que especialistas classificam como racismo estrutural e censura cultural.
A iniciativa de Dua Lipa, ao incluir 'Olhos D'Água' em seu acervo de obras censuradas, projetou internacionalmente o debate sobre liberdade de expressão, racismo e o papel da literatura negra brasileira. O episódio reacende a discussão sobre os limites impostos à educação pública e à diversidade cultural nas escolas do país. (Fonte: Agência Pública — https://apublica.org/2026/07/professora-demitida-por-indicar-livro-comenta-projeto-de-dua-lipa/)


