Variação extrema de temperatura agrava doenças respiratórias no inverno brasileiro

Ilustração mostrando termômetro com variação extrema de temperatura ao fundo de céu nublado, representando o impacto das mudanças bruscas climáticas na saúde respiratória da população brasileira
Com a chegada do inverno, os prontos-socorros brasileiros voltam a registrar aumento expressivo nas filas de atendimento, especialmente por casos de doenças respiratórias. O fenômeno, no entanto, não está associado apenas ao frio intenso e constante, mas às bruscas variações de temperatura provocadas pela alternância entre massas de ar frio e quente — o chamado 'efeito gangorra'.
Especialistas alertam que essas oscilações térmicas extremas comprometem o sistema imunológico e irritam as vias respiratórias, tornando a população mais vulnerável a gripes, resfriados, asma e outras enfermidades pulmonares. O cenário é agravado pela seca e pela baixa umidade do ar que acompanham esses períodos de instabilidade climática em diversas regiões do país.
A situação evidencia a necessidade de políticas públicas de saúde preventiva voltadas para os períodos de transição climática, além de reforço na capacidade de atendimento do SUS durante os meses de inverno. A população deve redobrar os cuidados com hidratação, agasalhos e atenção aos sintomas iniciais de doenças respiratórias. (Fonte: Carta Capital)


